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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

A DISSEMINAÇÃO DO MEDO E DO CAOS COMO ESTRATÉGIA POLÍTICA: O TERRORISMO


O terrorismo hoje em dia tem causado caos e disseminado o medo por toda a população do mundo. Em países como França, Alemanha, países do Oriente Médio e principalmente os Estados Unidos têm sido vítimas constantes dos ataques do grupo Estado Islâmico



Atentado as Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, Nova Iorque FOTO: GETTY IMAGES

♦ Helena Sader Azevedo e Julia Vieira Belickas

Terrorismo islâmico, também conhecido como terrorismo islamista, é uma forma de terror religioso cometido por extremistas islâmicos com o propósito de atingir variadas metas políticas e/ou religiosas. O terrorismo islâmico já atacou diversos locais do Oriente Médio, África, Europa, Ásia Meridional (incluindo Índia e Paquistão), Sudeste Asiático e  Estados Unidos, desde pelo menos a década de 1970. As organizações terroristas islâmicas vêm recrutando novos membros através da Internet, que se utilizam de táticas que incluem ataques suicidas e sequestros.

Os terroristas não são impulsionados por qualquer forma de islamismo, mas sim por um objetivo estratégico: forçar as democracias modernas a retirar suas forças militares do território que os terroristas veem como suas pátrias. Os ataques terroristas não seriam motivados por um ódio religioso à cultura americana ou às crenças e religiões daquele país, mas sim à crença de que a política externa americana teria oprimido, assassinado ou provocado danos aos muçulmanos no Oriente Médio.

De acordo com seus líderes, a religião islâmica não apoia ou promove nenhum tipo de ataque. Eles dizem que terroristas usam os deuses do islamismo para justificarem seus atos, dizendo que sentiram-se desrespeitados. Muitas vezes fazem os ataques em nome do deus Maomé, padroeiro da religião.

O surgimento do terrorismo islâmico moderno teve início no século XIX. O Wahhabismo, movimento fundamentalista árabe formado no século XVIII, procurou estabelecer um grande grupo de seguidores. Diversas ondas de movimentos terroristas  surgidos na Europa durante o século XIX (como o Narodnaya Volya, a Irmandade Republicana Irlandesa e a Federação Revolucionária Armênia) e no início do século XX (como o IRA e o Irgun) serviram como inspiração e modelo para os militantes islamitas no decorrer do século XX. Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos e o Reino Unido apoiaram a ascensão de grupos fundamentalistas no Oriente Médio e na Ásia Meridional como forma de se opor à expansão soviética na região e como forma de enfraquecer movimentos nacionalistas anti-ocidentais em alguns países.

Alguns movimentos terroristas como a Revolução Iraniana, o renascimento religioso global que se seguiu ao fim da Guerra Fria e a retirada soviética do Afeganistão teriam sido responsáveis pela procura de grupos pelo terrorismo religioso.

O terrorismo tornou-se um problema global e cresceu de modo a desestabilizar a política mundial durante os anos 90 e no começo dos anos 2000. A frequência dos ataques e as suas vítimas cresceram rapidamente durante este período. Os terroristas se organizaram em células semi-autônomas através de fronteiras, e atacando insistentemente alvos que simbolizam os interesses inimigos.

O vocábulo terrorismo

 A palavra terrorismo deriva do latim “terror, terroris”. Este termo foi usado para descrever o ato de usar a disseminação do medo como estratégia para alcançar um objetivo político ou religioso.

Muitos pensam que a expressão terrorismo é atual, mas estão enganados. De acordo com estudos da história, a palavra terrorismo foi criada no ano de 1794, durante a Revolução Francesa, também conhecida como o Reino do Terror. Neste período, Maximilien de Robespierre, líder importante da época, decapitava muitos inocentes na guilhotina com o intuito de usar o medo para alcançar um objetivo político. “Se a base de um governo popular em tempos de paz é a virtude, sua base em tempos de revolução é o terror e a virtude”, em conformidade com o líder, Maximilien.

Esta palavra só foi dicionarizada para português em 1836, por mais que tivesse sido utilizada previamente.

De acordo com a Enciclopédia Britanica, embora normalmente se relacione o terrorismo  como uma maneira de desestabilizar instituições políticas divergentes da sua, o terror também vem sido empregado por governos contra seu próprio povo para suprimir a dissensão.

O atentado as Torres Gêmeas

Atentado as Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, Nova Iorque FOTO: GETTY IMAGES
Atentado as Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, Nova Iorque
FOTO: GETTY IMAGES

No dia 11 de Setembro de 2001, ocorreram uma série de ataques suicidas contra os Estados Unidos, coordenados pela organização fundamentalista islâmica al-Qaeda. Na manhã daquele dia, dezenove terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros. Dois destes colidiram, intencionalmente, contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, matando muitas das pessoas ao redor e que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram duas horas após os impactos, destruindo construções e edifícios vizinhos, causando vários prejuízos. O terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington D.C.. O quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores, que a tinham reencaminhado na direção da capital norte-americana. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.

Quase três mil pessoas morreram durante os ataques. A maioria das vítimas eram civis, incluindo cidadãos de mais de 70 países. Além disso, há pelo menos uma pessoa que foi descartada da contagem por um médico legista, já que teria sido morto por uma doença pulmonar devido à exposição à poeira do colapso do World Trade Center.

Os Estados Unidos responderam aos ataques com o lançamento da Guerra ao Terror: o país invadiu o Afeganistão para derrubar o Taliban, que abrigou os terroristas da al-Qaeda. Os Estados Unidos também aprovaram o USA Patriot Act, decreto assinado pelo presidente George W. Bush, motivado pela tragédia nas Torres Gêmeas, que permite a interceptação de informações que circulem entre pessoas, por telefone, e-mails, redes sociais, sobre o terrorismo.

 Algumas bolsas de valores dos Estados Unidos ficaram fechadas no resto da semana seguinte ao ataque e registraram enormes prejuízos ao reabrir, especialmente em indústrias aéreas e de seguros. O desaparecimento de bilhões de dólares em escritórios destruídos causaram sérios danos à economia de Lower Manhattan, em Nova Iorque. Outra consequência, foi o reforço na legislação antiterrorismo e a ampliação dos poderes da aplicação da lei em muitos outros países.

Os danos no Pentágono foram reparados em um ano, e o Memorial do Pentágono foi construído ao lado do prédio. O processo de reconstrução foi iniciado no local do World Trade Center. Em 2006, uma nova torre de escritórios foi concluída no local, o World Trade Center 7, um dos arranha-céus mais altos da América do Norte, com 541 metros de altura. Mais três edifícios foram previstos para serem construídos no local das antigas Torres Gêmeas, além de um memorial às vítimas dos ataques já finalizado. O Memorial Nacional do Voo 93 começou a ser construído em 8 de novembro de 2009 e a primeira fase de construção foi terminada no 10º aniversário dos atentados de 11 de setembro, em 2011. Infelizmente, o terrorismo continuou a espalhar pelo mundo.

O Massacre de Charlie Hebdo: liberdade de expressão

No dia 7 de Janeiro de 2015, em Paris, França, o Estado islâmico, um dos principais grupos terroristas atacou a sede do jornal satírico Charlie Hebdo, o qual fez uma caricatura de Maomé e outros líderes islâmicos (Edição Charia Hebdo do jornal), provocando ira no grupo Estado Islâmico.

O ataque foi executado pelos irmãos Said e Chérif

Edição Charia Hebdo, que causou o atentado FOTO: GETTY IMAGES
Edição Charia Hebdo, que causou o atentado
FOTO: GETTY IMAGES

Kouachi, que já haviam praticado outros ataques. A agressão foi feita por meio de fuzis Kalashnikov. A opugnação matou 12 pessoas incluindo trabalhadores do Charlie Hebdo e dois agentes da polícia nacional francesa, além de deixar 5 feridos.

O atentado teve grande repercussão tanto nos jornais, na televisão e na internet, quanto na população mundial, causando manifestações por todo o mundo. O caso provocou muita polêmica: seria falta de tolerância da religião com a liberdade de expressão ou desrespeito com a religião?

De acordo com as autoridades, o ataque foi injustificável. O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, expressou sua indignação com o massacre, que classificou de “desprezível” e descreveu como um “crime hediondo, injustificável e de sangue-frio”. Além disso, a Organização para Cooperação Islâmica também condenou o ato, dizendo que tal vai contra os princípios do islamismo. A União Europeia esteve ao lado da França após este ato terrível e se posicionou. “É um ataque brutal contra os nossos valores fundamentais e contra a liberdade de expressão, um dos pilares da nossa democracia. A luta contra o terrorismo em todas as suas formas deve continuar inabalável.”, diz Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu da União Europeia.

Passada uma semana do atentado, o jornal Charlie Hebdo anunciou que continuaria a postar normalmente. A primeira edição “pós-atentado” tinha como sua capa uma figura (desenho) de Maomé segurando um cartaz no qual dizia: “Je suis Charlie”, o que em português significa “Somos todos Charlie”.  Além disso, como subtítulo da edição estava a frase “Tout est Pardonné”, que quer dizer “Está tudo perdoado”.



As matérias publicadas neste blog são a última versão das produções dos alunos, após sucessivas revisões. Ainda assim, alguns textos podem apresentar algumas inadequações gramaticais, semânticas e/ou estilísticas, uma vez que nossa intenção foi respeitar o limite das possibilidades de cada autor/revisor.
Postado do Blog VeraCidade:

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