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segunda-feira, 24 de abril de 2017

CAINDO A MÁSCARA...

A MORTE DE JOSIAS POR CAUSA DE UMA MÁSCARA – 2Cr 35.20-27


1. INTRODUÇÃO
a-mascara-e168cPara que entendamos a meditação, é necessário o exame do termo máscara. Segundo o Dicionário Aurélio, significa, dentre outros, “Objeto de cartão, pano ou madeira, que representa uma cara, ou parte dela, e destinado a cobrir o rosto, para disfarçar a pessoa que o põe; Fig.  Aparência enganadora; disfarce”. Embora haja  máscara com finalidade recomendável, no mais das vezes, quem se mascara, procura disfarçar alguma coisa. Entretanto, não há dúvida que o tema proposto à meditação aborda uma questão extremamente sensível para o cristão: viver a vida espiritual mediante disfarce ou a utilização de máscara, ou simplesmente como não ser um cristão mascarado.
Creio com profunda convicção ser do interesse do Espírito Santo meditarmos nele, na esperança que restauremos a sinceridade e a verdade como marca registrada da experiência de cada um dos servos de Deus. As experiências do rei Josias nos conduzirão ao descortino do caminho espiritual.
2. A VIDA DE SUCESSOS DO REI JOSIAS
Conta-nos a Palavra que o seu nascimento foi predito cerca de trezentos anos antes dele acontecer, 1Rs 13.1,2.  Assumiu o trono aos oito anos de idade, sendo filho e neto de dois dos mais ímpios reis de Israel, 2Rs 21. Entretanto, é lindo ler a passagem acerca de sua vida espiritual: “Fez o que era reto aos olhos do Senhor, e andou em todo o caminho de Davi, seu pai, e não se desviou dele nem para a direita nem para a esquerda”, 2Rs 22.2. Ou seja, embora tivesse o mau exemplo de seu pai e do avô, parentes mais próximos que Davi, optou em servir a Deus, como Davi.
No exercício do reinado, empreendeu grandes e profundas reformas espirituais e morais, pois o Livro de Deus que havia sido esquecido em algum lugar “foi achado”, e das ofertas do povo que foram recolhidas para ajudar na reforma da casa de Deus não foi exigida prestação de contas e comprovação alguma “porque procedem com fidelidade”, 2Rs 22.4-7. Verdadeiro choque de moralidade e restauração da confiança do povo em seus dirigentes.
Sua dedicação a Deus foi tal, que conseguiu diferençar-se dos seus antecessores, tendo o Senhor estabelecido com ele a seguinte aliança: “Visto que o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante o Senhor, quando ouviste o que falei contra este lugar, e contra seus moradores, que seriam para assolação e para maldição, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o Senhor. Pelo que eu te recolherei aos teus pais, e tu serás recolhido em paz à tua sepultura. Os teus olhos não verão todo o mal que hei de trazer sobre este lugar”, 2 Rs 22.19,20.
O texto acima destacado mostra claramente que Josias reinava em uma nação que estava sob juízo de Deus pelos muitos pecados cometidos. Embora seu povo estava sendo julgado e condenado por Deus à destruição, Josias escapou do juízo e ainda obteve a promessa “e tu serás recolhido em paz à tua sepultura”, o que, nas circunstâncias, era melhor do que ficar vivo e contemplar “todo o mal que hei de trazer sobre este lugar”. É de se ponderar acerca da santa verdade aqui escrita: nem sempre viver muito na terra é a melhor benção de Deus para nós, pois entre ficar vivo e contemplar a ação da maldade e partir a estar com Deus, esta última é bem melhor.
Finalmente, após empreender as grandes e profundas reformas em Israel, diz o texto sagrado: “Nem antes nem depois dele houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao Senhor de todo o seu coração, de toda a alma e de todas as forças, conforme toda a lei de Moisés”, 2Rs 23.25. Curioso é que o povo de Josias continuava sob maldição divina, pois assim está escrito: “Todavia o Senhor não se demoveu do ardor da sua grande ira, com que ardia contra Judá, por causa de todas as provocações com que Manassés o tinha provocado”, v. 26, sendo o avô de Josias, o grande responsável diante de Deus por “todas as provocações com que Manasses o tinha provocado”.
3. O ERRO DE JOSIAS: USAR MÁSCARA
Sem dúvida alguma, Josias ao completar trinta e nove anos de idade, já estava reinando há trinta e um, e cumulava bênçãos sobre bênçãos da parte de Deus. Certamente que se permanecesse fiel e dedicado a Deus, cada vez mais seria abençoado, notadamente que tinha consigo a promessa divina de “e tu serás recolhido em paz à tua sepultura”. Ou seja, teria uma vida longa e tranquila, tão tranquila, que até teria uma morte natural e sossegada, sem atropelo nem tumulto.
Todavia, o seu coração se exaltou, ao ponto da Bíblia dizer que “Não dando ouvidos às palavras de Neco, que saíram da boca de Deus”, 2Cr 35.22. É a grande tragédia espiritual de alguns: não saber conviver com o sucesso outorgado por Deus, nem com as bênçãos por Ele enviadas. Enquanto não as tem, é um crente fiel e dedicado a Deus; porém, quando Deus abençoa e cumula o crente com suas bênçãos, o coração se exalta e se coloca acima de tudo e de todos, vez que estabelece no coração o maligno desígnio que Deus fala com ele, revela-se a ele, e não precisa ouvir ninguém mais, quando é revelado na Santa Palavra que Deus abate ao exaltado.
A leitura do texto sagrado deixa bem clara a visão precitada, vez que, o rei do Egito não fazia guerra contra Josias, como bem advertiu a este, com as seguintes palavras: “Que tenho eu contigo, rei de Judá? Não é contra ti que venho hoje, mas contra a casa que me faz guerra” 2Cr 35.21. Ora, em Pv 23.2, assim está escrito: “O prudente  percebe o perigo e busca refúgio; o inexperiente segue adiante e sofre as conseqüências. A realização e o complemento do projeto de Deus na vida de Josias dependiam de suas atitudes, pois, o que nos cabe fazer, Deus jamais fará por nós. No episódio, a ação divina se deu quando lhe avisou que não guerreasse, cabendo-lhe abster-se. Acredito sinceramente que ele não aceitou a advertência, por esta ter vindo da parte de Deus, através de um rei ímpio: “Disse Deus que me apressasse; portanto, guarda-te de te opores a Deus, que é comigo, ou ele te destruirá”. Ora, como crê nas palavras de um rei idólatra, como Neco era, falando em nome de Deus para um abençoado servo dele, como era Josias? Ao que parece, Josias alimentava o pensamento de que ele estava espiritualmente muito acima do rei egípcio, e que ele é o que deveria ser usado por Deus, que ele era de oração, etc. Todavia, não podemos nem devemos pensar que podemos impor a Deus alguma maneira de falar, revelar e se manifestar. Deus é ilimitadamente Deus.
A solução encontrada por Josias lhe custou a vida: ir à guerra mascarado, como está escrito: “Josias, contudo, não quis voltar atrás, e disfarçou-se para enfrentá-lo em combate. Ele não quis ouvir o que Neco lhe dissera por ordem de Deus, e foi combatê-lo na planície do Megido”, 2Cr 35.22. Quando Josias esteve bem com Deus, nunca precisou usar qualquer disfarce, pois contava com a benção da proteção divina. Por não está tão certo desta proteção, mascarou-se para ir a guerra.
4. EPÍLOGO
Finalizo esta meditação dizendo a mim e a você que é hora de tirarmos as máscaras espirituais. No tempo de Jesus na terra, havia muitos religiosos mascarados, como os fariseus. O Mestre divino usou uma figura de linguagem ímpar, referindo-se aos tais, ao chamá-los de “sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos, e de toda imundícia”, Mt 23.27. Igualmente, a resposta dos demônios aos exorcistas que procuravam expulsá-los de um jovem  “em nome de Jesus a quem Paulo prega”, é bastante esclarecedora quanto ao uso de disfarces espirituais pelo cristão: “Respondeu, porém, o espírito maligno: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo, mas vós quem sois?”, At 19.15.
Por último, trago à memória os testemunhos do apóstolo Paulo acerca de Timóteo. Acerca de sua fé, disse o apóstolo que ele era possuidor de “fé não fingida que há em ti”, 2Tm 1.5; acerca das atitudes como companheiro de ministério, disse que a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuido do vosso bem-estar”,Fp 2.20. Ou seja, o jovem obreiro Timóteo se destacou do grupo de obreiros que cooperava com Paulo, por sua sinceridade, sendo esta a marca registrada do autêntico, do verdadeiro, pois está escrito em Hb 10.22 que devemos nos aproximar de Deus “com um coração sincero”. Paulo falando aos filipenses disse-lhes que o verdadeiro filho de Deus é sincero: “para que sejas sinceros, e inculpáveis até o dia de Cristo”, 1.10, e “para que sejais sinceros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo”, 2.15.
Tiremos, pois, a máscara espiritual. 
Pr Abiezer Apolinário

Postado do Blog do Pastor Dário Gomes:
Pr. Dário Gomes


Pastor/Psicanalista. Pastor Aux. ADESAL - Marcehal Rondon,
Setor 21 Salvador - Bahia

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