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sexta-feira, 24 de março de 2017

PULPITO NÃO É CASTELO DE COVARDES

Tenho acompanhado ao longo dos anos, significativas mudanças no meio da igreja brasileira, mais especificamente na denominação que faço parte desde minha conversão.

São pouco mais de 16 anos de conversão, dos quais confesso que nos últimos 5 anos posso realmente dizer que tenho amadurecido através do estudo constante da palavra de Deus, amadurecimento este que tem aberto os meus olhos para os inúmeros problemas da igreja, estudo obtido através da necessidade e dos problemas que temos observado, pois infelizmente nossas igrejas não nos incentivam ao estudo aplicado da palavra de Deus, somos incentivados sim à um estudo viciado.
Lembro-me da minha conversão em um culto de domingo, uma palavra de encorajamento pregada pelo pastor local, palavra de conforto, palavra de animo, meu coração até então endurecido pela minha geração e por ser criado em uma família católica/espirita fora transformado e através do poder da palavra pregada e da ação do Espirito Santo, não resisti e desde aquele dia me considero um cristão protestante.
O tempo vem passando e observo com pesar que as conversões não ocorrem mais, aquela igreja viva, atuante, eficaz, deu lugar a uma igreja preguiçosa, acomodada, individualista, o púlpito de onde saíra a palavra que até hoje arde em meu coração, deixou de ser um local de exclusiva pregação da palavra de Deus, focando nas almas, nas restaurações, nas conversões.
Em muitos lugares o púlpito virou apenas um palco onde homens com títulos eclesiásticos desferem seu veneno na igreja, ou para benefício próprio ou para obter resultados previamente estabelecidos.
O lugar que deveria ser usado para afagar, curar corações e almas feridas tem se tornado um verdadeiro tribunal do julgamento, onde palavras de condenação e maldição são proferidas por aqueles que deveriam abençoar, por aqueles que deveriam socorrer e cuidar do rebanho de Cristo.
A muitos anos atrás um amigo me disse a seguinte frase: “Púlpito não é castelo de covardes“, hoje entendo com clareza o que ele estava me dizendo, eu iniciava minha caminhada na fé, ele, já com alguns anos nesse caminho, talvez não sabia, mas já predizia aquilo que mais tarde se tornaria comum em nossas igrejas.
Poderia citar “n” passagens bíblicas para justificar tudo o que estamos passando, mas quero apenas expressar minha dor e tristeza por ver e sofrer com a falência eclesiástica de nossas igrejas e dos nossos púlpitos.
Oro para que uma nova geração se levante, não contaminada com tudo o que estamos vendo e vivendo, mas desejosa de fazer o novo de Deus, de restaurar o “templo” e o altar da verdadeira adoração.
Voltemos a Deus, voltemos ao evangelho.
Pense nisso.
Alex Domingos

Postado do blog de Alex Domingos:

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