WEB RÁDIO JESUS A VIDA

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

TRANSPARÊNCIA NA IGREJA: EXIJA!

Será justo que o pastor titular receba 10x o salário de um diácono?

http://www.sandovaloprotestante.com.br/2011/11/financas-um-desafio-no-ministerio.html
A apatia do brasileiro com relação as circunstâncias que lhe são impostas é um dos principais motivos pelos quais pastores estelionatários se dão tão bem por estas bandas. O discurso infundado de que “devemos orar ao invés de reclamar” virou um coro uníssono. Por falta de conhecimento, o corpo padece. Neste caso, o corpo de Cristo.
Depois de quase 500 anos de reforma, há coisas óbvias que todo aquele que congrega em algum tipo de Igreja já deveria saber que é natural exigir. Omitir-se, além de ser muito prejudicial, acaba colaborando com a corrupção do sistema.
PRESTAÇÃO DE CONTAS
Sua Igreja possui transparência financeira? Ou as finanças são tratas de maneira secreta e esotérica? Cuidado! Pode haver pastores que estão determinando os valores dos próprios salários. É perfeitamente justo exigir um detalhamento de entradas e saídas, para que fique explícito o quanto custam as estruturas e o quanto custam os pastores e obreiros. Também torna-se natural criar um piso salarial RACIONAL e compatível com a realidade da localidade. Se o salário do pastor aumenta, todos os que são remunerados pela comunidade também deveriam receber aumento proporcional. Além de que é preciso avaliar bem o quanto cada um precisa desta remuneração, visto que pode haver pessoas no ministério que possuem outros negócios que já os remunerem de modo mais que suficiente.  Será justo que o pastor titular receba 10x o salário de um diácono? Quem realmente trabalha mais? Pense.
DECISÕES DE GABINETE
Tornou-se comum a liderança das Igrejas trazerem novidades prontas. Tomam decisões em gabinetes fechados, sem que haja uma correta representação de pessoas da comunidade. Para fazer com que as medidas adotadas se tornem populares, basta revesti-las com um ar espiritual. Ou seja, “a visão de Deus pra este período é”. Ou “Deus falou que…”. Questionar COMO foi discernido este tipo de coisa é perfeitamente justo. Exigir que uma assembléia seja convocada para orar e debater à luz da Palavra as decisões mais drásticas, é mais do que necessário.
CARGOS E ORDENAÇÕES
Por que o filho do pastor foi ordenado pastor? Por que o líder do louvor é o primo do pastor? Por que o tesoureiro da Igreja é amigo de longa data do pastor? Lembre-se: a Igreja não é um covil de amigos reunidos segundo a conveniência. É mais do que importante que haja entre a liderança pessoas que pensem diferente. Praticar nepotismo é um absurdo, além de ser pecado também.
E sua Igreja? É transparente?
Pastor, teólogo do mundo real, palestrante desmotivacional, tradutor freestyle das Escrituras, admirador do Ensino Reformado e portador de TDAH com a bênção de Deus! Conheça mais sobre o autor no blog "www.ariovaldo.com.br".

Postado do Portal Gospel Mais:

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O DISCURSO DA “HONESTIDADE” COMO FARSA

Ou a hipocrisia do falso cidadão de bem

Esta na moda um discurso exacerbado de cobrança dos cidadãos em relação a seus representantes políticos por honestidade, sobretudo em redes sociais digitais.

Esse amor à probidade, algo que beira a histeria, com forte catalisação dos grandes grupos de mídia, serviu, como em momentos históricos mais remotos, para derrubar um governo eleito, entre outras finalidades ainda menos nobres.

Mas esse discurso, salvo algumas boas exceções, é uma falácia.

Prova singela disso são os roubos praticados por gente “de bem” durante o caos vivido recentemente pelo estado do Espírito Santo. Afinal, qual a diferença entre esses cidadãos e os políticos de que tanto reclamam? Afinal, o cidadão brasileiro importa-se mesmo com a “honestidade” de seus representantes políticos, ou seria esse um discurso de ocasião, facilmente esquecível se a situação econômica e o padrão de consumo estiverem estáveis ou se alguma prebenda ou sinecura (cargo comissionado, para si ou para os seus) lhe for garantida?

As perguntas são retóricas...

Dizem os estudiosos que temos muito a evoluir em matéria de cidadania e amadurecimento democrático. Emendaria dizendo que precisamos de mais: é preciso que o cidadão passe a consignar suas palavras com atos correspondentes e não apenas com um discurso seletivo e, normalmente, construído pela mídia tradicional ou pelo vil interesse particular.

Fonte; Facebook.


Postado do Blog Jequié em Foco;







sábado, 25 de fevereiro de 2017

CGADB: JUSTIÇA DETERMINA CANCELAMENTO DE 5.207 INSCRIÇÕES SOB PENA DE MULTA DIÁRIA DE R$ 10 MIL REAIS

O magistrado afirmou que "quanto a probabilidade do direito, este verifica-se das alegações do autor e os documentos acostados aos autos, que são suficientes, ao menos, preliminarmente para a análise da medida".

CGADB: Justiça determina cancelamento de 5.207 inscrições
sob pena de multa diária de R$ 10 mil reais
Faltando apenas 43 dias para eleição da nova Mesa Diretora da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), a Justiça do Estado do Amazonas, por meio do Juiz Jânio Tutomu Takeda, da cidade de Juruá-AM, concedeu liminarmente Tutela de Urgência cancelando 5.207 inscrições que estariam em desacordo com a resolução nº 01/2016 da CGADB, sob pena de multa diária de R$ 10 mil reais.
A decisão foi publicada nesta quinta-feira (23), e foi proferida nos autos da Ação nº 0000005-67.2017.8.04.5101, da comarca de Juruá-AM, ajuizada pelo pastor Cloves Rocha de Freitas.
De acordo com o magistrado, a CGADB fica expressamente proibida de corrigir os dados incorretos no site eleitoral e deverá cumprir a determinação em no máximo 48 horas a contar da ciência da decisão, sob pena de multa diária de R$ 10 mil reais.
O magistrado afirmou que “quanto a probabilidade do direito, este verifica-se das alegações do autor e os documentos acostados aos autos, que são suficientes, ao menos, preliminarmente para a análise da medida”.
Antônio Carlos Lorenzetti de Mello, ex-presidente da
Comissão Eleitoral da CGADB – Foto: Divulgação


ENTENDA – Na ação, o pastor Cloves Rocha de Freitas alega que o ex-presidente da Comissão Eleitoral da CGADB, Antônio Carlos Lorenzetti de Mello, ignorou as impugnações apresentadas e teria validado inscrições em desacordo com a Resolução Eleitoral nº 01/2016 da própria CGADB.
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CGADB: Justiça declara nulo registro de candidatura do pastor José Wellington Júnior


LIMINARES – Esta é a terceira liminar que vem a público nos últimos dias a respeito das eleições da CGADB, que acontecem em abril deste ano.
A primeira foi a liminar de Corumbá -GO, onde juiz Levine Raja Gabaglia Artiaga proferiu decisão liminar tornando nulo o registro de candidatura do pastor José Wellington Bezerra da Costa Júnior, por não se desincompatibilizar da função de presidente da Casa publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) antes do seu registro como candidato à presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB).
O mérito da ação de Corumbá – GO, de acordo com informações do obtidas pelo JM Notícia não teria sido julgada, portanto, o pastor José Wellington continua com seu registro de candidatura nula, estando aptos no presente momento a disputarem às eleições a presidente da CGADB somente os pastores Samuel Câmara e Cícero Tardim.


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CGADB: Analista comenta cenário para as eleições de 2017
A segunda liminar foi proferida em ação judicial ajuizada no Estado do Amapá, pelo pastor e Blogueiro Gesiel de Souza Oliveira, na qual também pedia que fosse anulado o registro de candidatura do pastor José Wellington Bezerra da Costa Júnior à presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. No entanto, a Juíza de Direito da Comarca de Macapá, Ilana Kabacznik Luongo KapaH, afirmou em sua decisão que “acredita que a Comissão Eleitoral da CGADB, que deferiu a candidatura do pastor Wellington Júnior, está amparada pelo Estatuto da referida entidade, na medida em que aquele não faz distinção entre licença e desincompatibilização.
Agora, a terceira liminar é esta da Justiça do Estado do Amazonas, a qual determina o cancelamento de todas as inscrições realizadas irregularmente (5.207 inscrições) que estariam em desacordo com a resolução nº 01/2016 da CGADB, sob pena de multa diária de R$ 10 mil reais.Decisao Manaus – CGADB
CONFIRA NA ÍNTEGRA Decisao Manaus – CGADB 
Posttado do Blog JM Notícias:
JM Notícia

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

PROCURADORA QUE DIZ QUE CRIANÇA NÃO PERTENCE À FAMÍLIA E DEPUTADO DO PSOL LEVAM BORDOADA MERECIDA


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A procuradora passou até mal. O deputado do PSOL fez cara de paisagem. Ambos foram cuspir no projeto Escola Sem Partido de forma caricata, batendo em espantalhos, invertendo os fatos, ocultado o essencial. Não esperavam do outro lado um Miguel Nagib, advogado e responsável pelo movimento Escola Sem Partido, co-autor de livro sobre o assunto comigo, que sairá em breve. Nagib engoliu ambos. Com fatos. Argumentos. Como se diz por aí, ele “mitou”. Vejam:
DÊ PAUSE NA WEB RÁDIO ACIMA E ASSISTA

    A quem interessa manter os alunos na ignorância de seus direitos? Faça essa pergunta, leitor, e entenda a necessidade do Escola Sem Partido.

*Rodrigo Constantino
Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

Postado do Blog de Rodrigo Constantino:

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

VOCÊ JÁ ESQUECEU QUE A VOLTA DE CRISTO PODE ACONTECER A QUALQUER MOMENTO OU QUEM SABE AGORA???

DOUTRINA DO ARREBATAMENTO PRÉ-TRIBULACIONAL
Resultado de imagem para arrebatamento
http://www.imwedsonpassos.com.br/o-arrebatamento-da-igreja-2/


ALICERCES BÍBLICOS
1- Interpretação Literal das Escrituras
2- Pré-Milenismo
3- Futurismo
4- Diferença Entre Israel e a Igreja

          De acordo com esses alicerces observa-se seis argumentos que favorecem o pré-tribulacionismo, antes de estudá-los detalhadamente.
CONTRASTE ENTRE AS DUAS VINDAS DE JESUS

          O arrebatamento demonstra que a Igreja vai ao encontro de Jesus cf. I TESS. 4: 17, isto é, a vinda é exclusiva para o cristão, a Igreja. A volta, isto é, no segundo advento de Cristo, Ele vem com a Igreja e estabelece Seu Reino Messiânico cf. ZAC. 14: 4, MAT. 24: 30 e APOC. 19: 11-14.
A NECESSIDADE DE UM INTERVALO ENTRE AS DUAS VINDAS
          É necessário haver um período intercalar entre o arrebatamento e a segunda vinda de Jesus por ao menos 2 motivos: para que todo cristão compareça diante do Tribunal de Cristo (cf. II CORINTIOS 5: 10) e para que surjam cristãos na Grande Tribulação, os quais terão seus corpos não-ressurretos e transformados (ISAÍAS 65: 20-25).
VINDA IMINENTE DE JESUS CRISTO
          Significa que não é obrigatório que ocorra determinados fatos antes deste evento, isto é, Jesus pode voltar a qualquer momento sem que haja uma série precisa de acontecimentos antes disso.
A NATUREZA DA TRIBULAÇÃO
          O propósito da Tribulação, isto é, porque irá ocorrer a Grande Tribulação ? É claro que há motivos para essa determinação de Deus, de acordo com DEUTERONOMIO 4: 29-30 e JEREMIAS 30: 7-11 vemos que a Grande Tribulação é primeiramente um tempo para restauração de Israel, período chamado de Dia do Senhor, Angústia de Jacó, dia da ira de Deus cf. SOFONIAS 2: 3 e LUCAS 21: 23. Lemos ainda em OBADIAS 14, SOFONIAS 1: 17 e 15 e ZACARIAS 14: 1 outras definições para o período da Grande Tribulação, demonstrando tempos de “fogo” na terra, pois o planeta também precisa ser redimido e somente pelo fogo o será, afinal só sangue e fogo purificam (I CORÍNTIOS 3: 13-15).
A NATUREZA DA IGREJA
          A Igreja é um mistério (EFÉSIOS 3: 3-4), judeus e gentios se unem em um só corpo. A Igreja tem promessa de libertação do tempo da ira de Deus durante a Tribulação (I TESSALONICENSES 1: 9-10 e I TESSALONICENSES 5: 9), nenhum cristão permanecerá na terra durante a tribulação.
A OBRA DO ESPÍRITO SANTO
          Sabe-se que durante a Grande Tribulação reinará na terra a pessoa do anti-Cristo, do qual Paulo fala em II TESSALONICENSES 2, lemos  ainda nos versos 6 e 7 que Alguém o detém,  e somente Deus através do Seu Espírito pode detê-lo, na Igreja.
1- INTERPRETAÇÃO LITERAL DAS ESCRITURAS

          A interpretação literal e constante da Bíblia, significa explicar o sentido do texto apenas com o uso normal do texto, levando em consideração:
- gramática: de acordo com as regras de ortografia
- histórica: o contexto histórico da passagem
- contextual: de acordo com o contexto da passagem

          Qualquer interpretação que conflite com a gramática não é válida neste método. A pessoa que analisa o texto precisa verificar corretamente o relacionamento gramatical das palavras, busca-se então o significado das palavras, a forma das palavras, a função das palavras e o relacionamento entre elas.

          As Escrituras são compostas durante várias épocas e culturas diferentes, e assim é que o leitor deve vê-la durante a interpretação literal.

          O texto fora do contexto vira pretexto, o contexto inclui vários aspectos;

- os versículos imediatamente antes e depois da passagem

- o parágrafo e o livro em que ocorre a passagem

- o período em que foi escrito

- a mensagem da Bíblia como um todo (TIAGO 2: 17/ EFÉSIOS 2: 8-9)

- a situação histórico e cultural no período em que foi escrita a passagem

          Como exemplo podemos citar II CRÔNICAS 7: 14 que normalmente é usado como uma fórmula mágica de benção nacional, porém verificamos em 6:24 que o “meu povo”é somente Israel, essa passagem envolve Israel e não a Igreja, portanto é incorreto usá-la assim. Outros exemplos são FILIPENSES 4:13 e JOÃO 10:10.

          Quando o sentido normal da Escritura faz sentido não busque qualquer outro sentido, tome cada palavra em seu sentido primário, a não ser que o contexto e passagens relacionadas indiquem o contrário.
2- PRÉ-MILENISMO
          O pré-milenismo ensina que Jesus Cristo voltará antes do período milenar, as características do reino milenar são:
- terá duração de mil anos
- sua localização será aqui na terra
- o governo será mundial sob ordens de Jesus Cristo em pessoa


          Existem outros dois tipos de ensino, o pós-milenista e o amilenista, que praticamente diferem em pouca coisa, o ensino pós-milenista é de que Cristo voltará à terra após reinar por mil anos, durante a presente era através da Igreja, isto é, Cristo reina espiritualmente.

          A posição pré-milenista é sem dúvida a mais antiga e criada pela Igreja desde seus primeiros séculos.

          O pré-milenismo começou a desaparecer com o início da Igreja católica no tempo de Agostinho (354-430 A.D.), o catolicismo unido com o Estado na época de Constantino fez esmorecer a esperança da volta de Jesus, porém sempre houve pré-milenistas, mesmo quando não era conhecido. Durante a reforma os anabatistas ajudaram a reviver o pré-milenismo.

          As bases Bíblicas para o pré-milenismo, embora APOCALIPSE 20: 1-7 seja um forte apoio, são desenvolvidas no A.T. e N.T. As alianças do A.T. com Abraão e Davi estabelece promessa incondicional de um reino em Canaã liderado pelo definitivo Filho de Davi (ISAÍAS 65).

          Em I CORÍNTIOS 15: 25 fala de um reino seguido ao retorno de Cristo.
3- FUTURISMO
          Existem 4 maneiras de entender as Escrituras em relação ao Apocalipse:
- Preterista: crê que a maioria das profecias, senão todas, já se cumpriram no passado
- Historicista: entende que as profecias estão e serão totalmente cumpridas na era da Igreja, inclusive a Tribulação
- Idealista: não crêem em uma cronologia das profecias, pensam que as passagens proféticas apenas ensinam idéias ou verdades
- Futurista: crêem que virtualmente todos os eventos ocorrerão no futuro, durante a Grande Tribulação, na Segunda Vinda e no Milênio.
          O futurismo teve aceitação ampla na Igreja primitiva, que acreditava nos eventos futuros.
          As vantagens do futurismo são relacionadas à textos da Bíblia que indicam a vinda pessoal e física de Jesus na terra pela segunda vez ( ATOS 1: 9-11; LUCAS 21: 27), na Bíblia lemos dias, meses e anos, que devem ser aceitos literalmente.
          Um terço da Bíblia é profecia e a maior parte dela versa sobre o futuro, uma abordagem literal será futurista conseqüentemente.
4- DIFERENÇAS ENTRE ISRAEL E A IGREJA
          É muito importante saber que Deus tem dois povos: Israel e a Igreja, mas isso não implica que haja dois modos de salvação, a Bíblia claramente diz de Jesus Cristo em Sua obra redentora é o Único Caminho, uma vez que judeus e gentios são descendentes do mesmo homem caído - Adão.

          Israel é particularmente uma escolha de Deus, por várias razões, entre elas:
- uma propriedade particular e nação santa (EXÔDO 19: 5-6)
- um povo que revelaria ao mundo a sabedoria de Deus  ( DEUT. 4: 5-8)
- Israel deveria trazer o Messias ao mundo e salvação aos gentios (ROMANOS 9: 4-5 / JOÃO 4: 22)

          Estes são aspectos importantes de Israel, nenhum cristão deve negar esses aspectos quando leva a sério as Escrituras.

          A Igreja é uma obra a parte do povo judeu, isso por inúmeras razões, vejamos algumas mais importantes:
- a Igreja nasceu em Pentecostes e Israel há muitos séculos atrás, para provar isso lemos em MATEUS 16: 18 que a Igreja ainda seria edificada
- a Igreja só poderia existir após certos acontecimentos no ministério de Jesus Cristo, a ressurreição e ascensão são inclusos nesses eventos bem como a capacitação do Espírito Santo através de dons
- a Igreja é um mistério, referência nunca dada à Israel. Na Bíblia lemos algumas características que demonstram a Igreja ser um mistério; judeus e gentios são unidos em um só corpo (EFÉSIOS 3: 3-6), Cristo em cada crente (COLOSS. 1: 27), a Igreja como noiva de Cristo é um mistério (EFÉSIOS 5: 32), o arrebatamento da Igreja (I CORÍNTIOS 15: 51-52)
- o relacionamento entre judeus e gentios na Igreja é peculiar, completamente diferente do relacionamento incrédulo entre ambos (EFÉSIOS 2: 11-16). Deus ainda salva pessoas judias e gentios combinando-os em um terceiro organismo completamente novo, a Igreja
- a distinção em GÁLATAS 6: 16 é clara, “Israel de Deus” é logicamente referência aos judeus convertidos ao cristianismo, isso mostra também a separação de Israel incrédula, a quem Paulo chama de “Israel segundo a carne” em I CORÍNTIOS 10
- no livro de ATOS, Israel e a Igreja existem simultaneamente, o termo Israel é mencionado 20 vezes e o termo Igreja (ECCLESIA), 19 vezes.
          Israel e a Igreja são vistos como dois organismos diferentes pela Bíblia, se fosse um apenas não haveria necessidade de restauração de Israel.

          Não é correto fundir Israel e a Igreja em um único objeto apenas, pois além de todas as razões já vistas lemos no N.T. o arrebatamento da Igreja e não de Israel, o qual passará pela Tribulação e ao fim da mesma se converterá a Jesus contemplando Aquele a Quem transpassaram.

          Uma distinção entre Israel e a Igreja conforme ensinada na Bíblia oferece mais uma base de apoio ao arrebatamento pré-tribulacional.

          Além desses 4 alicerces Bíblicos para o arrebatamento pré-tribulacional, poderemos tecer outros comentários visando eliminar qualquer dúvida a esse respeito, para isso iniciamos considerações importantes acerca do arrebatamento e a Segunda Vinda de Jesus.


O ARREBATAMENTO E A SEGUNDA VINDA, DIFERENÇA IMPORTANTE

          Na Bíblia encontramos diferenças nas passagens referentes ao arrebatamento e a segunda vinda, tanto um fato como o outro tratam de vindas de Cristo, contudo são distintas entre si, isto é,  a primeira vinda é o arrebatamento da Igreja nas nuvens antes dos sete anos de Tribulação e a segunda vinda é o retorno de Cristo à terra, o que ocorrerá no fim da Tribulação. Obviamente a Bíblia não contém um texto que explique a diferença das duas vindas de Cristo, porém as Escrituras ensinam a diferença de um modo peculiar, da mesma forma que cremos na Trindade, mas sabemos que não há nenhuma passagem Bíblica que afirme clara e simplesmente a tri-Unidade de Deus, porém sabemos que a Bíblia ensina isso de um modo diferente.
1- ARREBATAMENTO
          É versado claramente no texto de I Tessal. 4: 13-18 e no verso 17 a expressão “arrebatamento” é a tradução do verbo grego “harpazo”, o qual tem significado de agarrar para o alto ou puxar com força.

          O arrebatamento é comparado muitas vezes ao caso de Enoque (Gênesis 5: 24) e de Elias (II Reis 2: 12), Jesus Cristo também foi arrebatado ao céu conforme Atos 1: 9.

          O arrebatamento é definido como um mistério (I Coríntios 15: 51-54) ao passo que a segunda vinda de Cristo já é predita desde o A.T. (Zacarias 14:4; 12: 10). No arrebatamento há um deslocamento da terra para o céu e na segunda vinda ocorre o inverso.

          A seguir uma comparação entre os dois eventos.

ARREBATAMENTO
SEGUNDA VINDA
Os santos arrebatados vão ao céu
Os santos vêm à terra
Acontecimento iminente sem sinais
Seguem sinais, inclusive a tribulação
A terra não é julgada
A terra é julgada
Não mencionado no A.T.
Predito várias vezes no A.T
Envolve apenas cristãos
Afeta todos os homens
Nenhuma referência à Satanás
Satanás é amarrado
Cristo vem para os Seus
Cristo vem com os Seus
Ele vem nos ares
Ele vem à terra
Somente os Seus o vêem
Todo olho O verá
Começa a Tribulação
Começa o Milênio

          Esses contrastes deixam claro a diferença entre o translado da Igreja e a volta do Senhor Jesus, além disso lê-se em Apocalipse 19: 7,8 e 14 que a Igreja (Noiva) é preparada para acompanhá-Lo em Sua volta à terra, pois como isso poderia ocorrer se a Igreja estivesse aqui ?
PASSAGENS DO ARREBATAMENTO

PASSAGENS DA SEGUNDA VINDA

Marcos 13:14-27
II Tess 2;1
Daniel 2:44-45
Atos 3:19-21
João 14:1-3
I Timóteo 8:14
Daniel 7:9-14
I Tess 3:13
Romanos 8:19
II Timóteo 4:1
Daniel 12:1-3         
II Tess 1:6-10
I Corin. 1:7-8
II Timóteo 4:8
Zacarias 12:10
II Tess 2:8
I Cor 15:51-53
Tito 2:13
Zacarias 14:1-15
I Pe 4:12-13
I Corin 16:22
Hebreus 9:28
Mateus 13:41
II Pe 3:1-14
Filip 3:20-21
Tiago 5:7-9
Mateus 24:15-31
Judas 14-15
Filip 4:5
I Pe 1:7 e 13
Mateus 26:64
Apoc 19:11
Coloss 3:4
I Pe 5:4
Apoc 1:7
Apoc 20:6
I Tess 1:10
I João 2:28
Marcos 14:62

I Tess 2:19
I João 3:2
Lucas 21:25-28

I Tess 4:13-18
Judas 21
Apoc 22:7

I Tess 5:9    
Apoc 2:25
Apoc 22:12 e 20

I Tess 5:23
Apoc 3:10
Atos 1:9-11


A NECESSIDADE DE UM INTERVALO ENTRE AS DUAS VINDAS

          Para que ocorra certos eventos preditos na Bíblia, é necessário haver um intervalo entre o arrebatamento e a segunda vinda.


1- O Tribunal de Cristo          Em II Coríntios 5:10 lemos que todos os cristãos deverão comparecer perante um juízo especial, conhecido como “juízo do Bema”. A palavra grega “Bema” jamais é mencionada nos textos que descrevem a segunda vinda de Cristo à terra, nestes casos lê-se a palavra “Krino”, isto é, o juízo do “Krino” será apenas para incrédulos, será necessário um período para a concretização do juízo de Cristo aos arrebatados e ressuscitados.

2- A Preparação da Noiva          A Igreja deve estar completa para o casamento com Cristo, na verdade o juízo “Bema” é tal preparação, ao término dele a Igreja toda estará pronta para o Senhor e esse casamento ocorre no céu.

3- O Julgamento dos Incrédulos          Como poderia haver um julgamento entre salvos e não salvos em seus corpos naturais se todos os crentes fossem arrebatados na Segunda Vinda ? Deverá haver um intervalo de tempo.

4- O Povo do Milênio          Todos os que se tornarem cristãos na Grande Tribulação e não forme mortos entrarão no milênio com uma vida normal, não serão arrebatados na Segunda Vinda de Cristo, conforme Isaías 65: 20-25

5- O Plano de Deus para Israel  A Igreja composta por judeus e gentios não deverá misturar-se com o plano ainda não concluído para com Israel, Deus estabeleceu 70 semanas para Israel (Daniel 9:24-27), um programa destinado somente à Israel, a Igreja portanto não deve passar por esse período de 70 semanas, assim como não passou nas 69 semanas iniciais, não passará pela última, pois esse não é o plano divino.


A IMINÊNCIA DA VOLTA DE JESUS CRISTO
          Ao lermos o N.T. veremos que o ensino dado é sobre a volta de Jesus aqui para arrebatar Sua Igreja sem que ocorra algum evento necessariamente, isto é, não há nenhum sinal prévio e obrigatório para anteceder a vinda de Cristo à Igreja, portanto o N.T. ensina a volta iminente de Jesus.


O Que é Iminência ?          Uma definição Bíblica para um fato iminente é descrita como segue:
1- Um acontecimento iminente é aquele que está prestes a acontecer, a qualquer momento, sendo que outros fatos podem até ocorrer antes mas nada precisa ocorrer antes de acontecer o evento iminente. Se houver necessidade de ocorrer algo antes, então o fato não é iminente.

2- Se o fato é iminente, não existe um período de tempo pré determinado ao fato, isto é, ele pode ocorrer a qualquer momento.

3- Não existe uma data pré estabelecida para um evento iminente, seja ela direta ou implícita.

4- Um acontecimento iminente não pode ser “em breve”, porque um fato breveprecisa ocorrer dentro de um período de tempo pequeno, contudo o fato iminente pode até ocorrer em um período pequeno de tempo mas não precisa ser assim para ser iminente.


          Nas Escrituras lemos a Doutrina da Vinda Iminente de Jesus Cristo à Sua Igreja nos seguintes textos Sagrados: I CORÍNTIOS 1: 7, I CORÍNTIOS 16: 22, FILIPENSES 3: 20, FILIPENSES 4: 5, I TESSALONICENSES 1: 10, I TESSALONICENSES 4: 15-18, I TESSALONICENSES 5: 6, I TIMÓTEO 6: 14, TITO 2: 13, HEBREUS 9: 28, TIAGO 5: 7-9, I PEDRO 1: 13, JUDAS 21, APOCALIPSE 3: 11, APOCALIPSE 22: 7, 12,20 E APOCALIPSE 22: 17,20.

          Nos textos acima verificamos a doutrina da iminência quando o leitor é ensinado a aguardar pacientemente a Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, observe que não há aviso prévio, apenas diz que Ele virá a qualquer momento.

          A Igreja aguarda Alguém, Uma Pessoa - Jesus Cristo - e não uma série de eventos, pois todos os sinais que Jesus diz ocorrer, em Mateus 24 por exemplo, estão relacionados com a Tribulação e a volta dEle para estabelecer Seu Reino Milenar  com Sua Igreja, agora para o arrebatamento não há nenhum sinal deixado por Ele, ao contrário é afirmado em Mateus 24: 36 que ninguém sabe o dia e nem a hora.

          “Maranata” ou “Marah natha”, significa Vem Nosso Senhor, um termo que só tem sentido se a vinda for a qualquer momento, isto é, iminente, os cristãos antigos utilizavam esse termo como uma saudação.

          Embora seja uma doutrina a volta de Cristo iminente, não devemos nos esquecer que
uma série de eventos tem ocorrido nos últimos anos, os quais nos levam a crer na Vinda de Jesus estar realmente às portas, observe que poderá ocorrer ainda este ano ou daqui a vários anos, a questão é que vive-se em dias difíceis, onde a Igreja de Jesus Cristo padece, é atacada por uma variedade de investidas, às vezes partindo de dentro de si mesma.

          A volta iminente de Jesus Cristo deve ser aguardada a qualquer momento mais agora do que nunca, pode ser que Ele volte hoje.


Luis Henrique L´Astorina – 1997

Soli Deo Gloria, Sola Scriptura, Sola Gratia Sola Fide.


Fonte solascriptura


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