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terça-feira, 27 de setembro de 2016

NÃO, VOCÊ NÃO AMA OS SEUS AMIGOS!


A mensagem que você irá ler agora provavelmente faça suas máscaras caírem e sua vergonha ser evidenciada a você mesmo. As duas perguntas cruciais que devemos fazer a nós mesmos são: Como nosso amor por nossos amigos é? E como ele deveria ser?
Nós observamos nas Escrituras diversas formas e definições de como acontece e se dá o amor, assim como muitas maneiras de aplicá-lo. Mas o quanto isso é substancial para nosso cotidiano e nossas amizades? A Bíblia é bem clara no que tange nosso dever de amar a Deus sobre todas as coisas, mas compete ao mesmo amor dá-lo ao próximo (Mateus 22:37-39), não de mesma força e intensidade, mas similarmente ao que você tem por si mesmo. Então, diferentemente da afirmação do título, eu te pergunto: Por que você não ama a Deus suficientemente para amar ao próximo como a si mesmo?
Amar a Deus consiste em obedecer seus mandamentos (1 João 5:3). Significa entender que tudo o que está prescrito nas Escrituras a respeito de nossa conduta e nossas vontades devem ser o norte para nossas vidas. Não é devanear um romance com Cristo, como se Ele fosse um grande conquistador de corações, mas entender que nós precisamos renunciar nossos desejos e envolver nossa mente com os desejos de Deus. Entendido isto, vem a parte mais complicada de nossa vida cristã, que é amar de forma prática nossos amigos (e também nossos inimigos) que estão pecando compulsivamente.
Nós sabemos que todo aquele que permanece pecando, é filho do Diabo (1 João 3:8), que as reais consequências dos nossos pecados são a morte (Romanos 6:23). E ao pensar sobre o amor a Deus, o amor ao próximo e o que é o inferno, lugar onde Deus irá derramar sua ira (Deuteronômio 32:22), nós temos que agir, temos que passar a orar mais, a jejuar com mais frequência e colocar as meditações nas Escrituras em dia. Temos que aplicar tudo o que fazemos em nosso particular à nossa vida cotidiana para sermos capazes de influenciar nossos amigos que estão gradativamente traçando um caminho rumo ao inferno. Não podemos deixar que a vergonha ou o medo da exclusão nos impeçam de proclamar a Verdade, de mostrar aos nossos amigos que eles estão ofendendo a Deus e caminhando em direção ao sofrimento eterno. Se fecharmos nossa boca frente ao pecado do próximo, negligenciamos a principal ordem de Cristo que foi pregar o Evangelho (Mateus 28:19-20) e nos tornamos coniventes com sua ida ao inferno.
Em Ezequiel 3:18-19 nós podemos notar a importância em exortar quem quer que esteja pecando e nossa responsabilidade nesse processo:
"Quando eu disser a um ímpio que ele vai morrer, e você não o advertir nem lhe falar para dissuadi-lo dos seus maus caminhos para salvar a vida dele, aquele ímpio morrerá por sua iniquidade; mas para mim você será responsável pela morte dele. Se, porém, você advertir o ímpio e ele não se desviar de sua impiedade ou dos seus maus caminhos, ele morrerá por sua iniquidade, mas você estará livre de culpa."
E Gálatas 6:1-2 nos diz o cuidado que temos de ter nesses momentos:
"Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo."
Todos nós temos amigos que vivem enchendo a cara e ficando bêbados, que fazem sexo antes do casamento, que são homossexuais, traem suas esposas e namoradas, mentem, são egoístas, são sodomitas, desonram seus pais, roubam, e fazem tudo aquilo que ofende a santidade de Deus. É justamente para esses amigos que devemos nos dirigir e amar profundamente, mas esse amor não supõe tolerar essas práticas pecaminosas, mas alertar que o que estão fazendo fere o espírito deles e os conduzem à perdição eterna. Não podemos aliviar a verdade sabendo das reais condições de quem não a pratica.
Dizer a verdade a alguém quase sempre será uma das coisas mais difíceis em uma amizade. Isso porque ela sempre nos obriga mudar algo, ela nos exige uma mudança de rota, de posicionamento, de postura. Não finjamos ser fácil. Não é e não será. A sinceridade custa caro, porque aquele que ama diz a verdade, ainda que doa. E amar não é uma tarefa tão simples, excede o sentimentalismo. Mas nesse momento meditemos em cima da carta de Paulo aos romanos:
"Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: "O justo viverá pela fé". Portanto, a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça" (Romanos 1:16-18)
Não engane a si mesmo e nem a quem você diz amar. Não se envergonhe, não se intimide de exortar alguém, antes sinta vergonha de não estar proclamando a Verdade porque você acredita que ser cristão significa agradar e ser legal com todos, respeitando suas individualidades de atitudes e ideias, porque provavelmente são elas que conduzirão essas pessoas ao inferno.
Que a graça de Deus nos inunde e o Espírito Santo nos encoraje a sairmos da zona de conforto e corrigir com amor todos os ímpios ao nosso redor, bem como nos proteger de cair em tentação para que possamos ser verdadeiros exemplos!

Agradecimentos: Gabriel Reis e Carol Souza pela contribuição de ideias e revisão.

Postado do Blog Convivendo com Deus:

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