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terça-feira, 5 de abril de 2016

A NECESSIDADE DE SE PREZAR A COOPERAÇÃO OU A COLABORAÇÃO

(...) nunca se deve apoiar, simplesmente, por obediência ao que é imposto.


Cooperar é operar em conjunto; assim como colaborar é trabalhar em conjunto. O morfema co- é um prefixo latino que consigna noção análoga à da proposição com, de que deriva. Palavras que empregam esse prefixo agregam o sentido de fazer juntobuscar ou ter o apoio de outrem para uma empreitada. Um bom líder não despreza essa noção; mas a tem bem acentuada em seu coração, e isso é uma característica do próprio Deus, que, ao criar o Homem, não tomou para si mesmo a tarefa que realizou; antes, fez uma reunião celestial quando disse: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;...” (Gênesis, 1.26 – grifos meus). O ser humano foi criado em cooperação; portanto, traz em si a necessidade do outro, já experimentada no Éden.

O Senhor deixou claro que o homem não poderia estar só (Gênesis 2.18). Deus poderia ter criado a mulher em tempo concomitante à criação do homem. Se assim não fez, não foi por descuido, pressa ou esquecimento. Não nos é difícil compreender que o Senhor permitiu a Adão passar por um sentimento de necessidade de sua companheira. Caso homem e mulher se encontrassem num mesmo instante, nenhum de nós teria a noção dessa necessidade do outro. Deus sabe como fez a sua criação!

Neemias, movido pela necessidade de reconstruir o muro de Jerusalém e de reorganizar a cidade, chamou companheiros que o ajudassem (Neemias, 2.17). Seu papel era de restaurador de um lugar totalmente destruído: um engenheiro civil e administrador. Sua posição de liderança não deixou de precisar do trabalho de Esdras, o escriba, para trazer o povo à obediência a Deus. Cada um tinha uma função, mas o objetivo era um só. Ninguém faz uma obra sozinho. Ninguém que toma decisão aleatória, ninguém que se julga acima dos seus companheiros é verdadeiro líder; porém, é um autocrata.

O sentimento de autocracia é diabólico. Satanás age sozinho, interessa-lhe a sua vontade exclusiva. Para ele, valem as suas próprias decisões. Os anjos maus que o acompanharam na queda caíram na sua astúcia e tornaram-se seus escravos, jamais seus colaboradores. Se na criação Deus disse “Façamos o homem”; na tentação de Jesus, o diabo arrogou-se o direito de falar por si mesmo “Tudo isto te darei” (Mateus, 4.9).

Nestes tempos, veem-se aumentar os homens amantes de suas personalidades, autossuficientes, impostores (no sentido de obrigar a seu interesse). Esses tais, à moda de Satanás, não geram colaboradores, mas procuram os que têm espírito subserviente às suas vontades e decisões. Arvoram-se como se líderes fossem, quando, verdadeiramente, são aproveitadores do esforço alheio.

Muitas são as igrejas, os ministérios, administrados por falsos líderes. Aqui não se trata de falsidade doutrinária, propriamente dita; mas de lideranças que ignoram a cooperação de que podem dispor. Trata-se de pastores que formam uma  trupe  para os acompanhar lá e cá, apenas para lhes aplaudir as decisões tomadas à revelia de qualquer consulta ou consideração. Não são líderes; são déspotas que amam o aplauso inconsequente de seus bajuladores.

Evidentemente, Deus não está satisfeito com tamanha ignorância dos seus princípios; o diabo, porém, vê seu péssimo exemplo ser repetido por tantos homens que dizem servir à obra de Deus. Na igreja primitiva, o senso de cooperação era extremamente forte, pois ela vivia sob a direção do próprio Espírito Santo, sobre o qual se pode dizer “o cooperador por excelência”, o Outro Consolador que Jesus prometeu (João, 14.16-17, 26).

A Igreja de Cristo não pode ser conduzida como fazem os governantes do mundo, mormente do Brasil. Eles ignoram as premissas divinas; são déspotas, arrogantes, cheios de si. São amantes do “eu”, causadores de tantos males a uma sociedade dobrada aos seus interesses mais escusos.

Jesus não fez a sua obra de pregar o evangelho sozinho; mas gerou discípulos, ensinou-os e os enviou ao mundo, prometendo estar - cooperar - com eles (e conosco) até o fim dos séculos (Mateus, 28.19-20). A igreja é corpo, logo, formada de membros. Jesus ensinou que devemos ser “um”, assim como Ele é um com o Pai (João 17.22-23).

Precisamos despertar-nos para a conscientização do sentimento que Deus colocou na alma humana, ainda que o inimigo do bem tenha implantado a soberba, a autocracia, a ingratidão entre os homens; mas esse sintoma só deveria atingir aos que agem na impiedade do mundo.

“E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!” (Marcos, 16.20 – grifos meus).

“... E, todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar” (Atos, 2.47 – grifo meu).

Paulo também faz, muitas vezes, alusão ao espírito de cooperação no seio da igreja; entretanto, há quem torça a realidade da convocação do apóstolo, a fim de submeter os seus irmãos a um mesmo ponto de vista: o seu. Mas não é disso que Paulo trata; tanto que ele solicita que não haja discordâncias sobre os assuntos. Ora, para que não haja discordância explícita ou velada, é necessário que se chegue ao consenso; nunca se deve apoiar, simplesmente, por obediência ao que é imposto. Diz ele à igreja em Corinto:

“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1Coríntios, 1.10 – grifo meu).

“Um mesmo parecer” esclarece que deve haver um consenso entre pareceres. Somente as pessoas dotadas de sabedoria espiritual e de bom senso intelectual podem reunir os pareceres em um só parecer. Quando os apóstolos se viram atarefados com tanto trabalho na igreja, eles não resolveram quais homens seriam feitos diáconos; pediram que os irmãos escolhessem seus candidatos (Atos, 6.3). Isso é prezar a cooperação, a colaboração!

Fonte: Portal UBE – União de Blogueiros Evangelicos:
POSTED BY IZALDIL TAVARES DE CASTRO 

Imagem:
Geração Cooperação

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http://semeadj.blogspot.com.br/2016/03/a-necessidade-de-se-prezar-cooperacao.html


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