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domingo, 18 de janeiro de 2015

A QUEM DEVEMOS DIRIGIR NOSSA INDIGNAÇÃO? A UM PAÍS QUE TEM LEIS E AS CUMPRE OU A NOSSO QUE AS DESPREZA?

Dura lex, sed lex! Ou Nossa indignação com a Indonésia é justa?


A execução do brasileiro Marco Archer, ocorrida na Indonésia onde, em 2004, tentou ingressar portando 13 quilos de cocaína dentro de um tubo de sua asa-delta, demonstra que nem todos os países são lenientes com suas legislações. 
A pena capital, que é admitida no Brasil caso o país esteja em guerra e haja traição, é rechaçada por entidades internacionais de direitos humanos. Ainda assim, existem diversos países, dentre eles os Estados Unidos, que a admitem, principalmente em crimes de grande repercussão. Na Indonésia, desde 64, o tráfico de drogas é punido com a morte. 
O brasileiro assumiu esta possibilidade de ser condenado á morte ao tentar, mais uma vez, entrar no país asiático, cuja população em sua esmagadora maioria é mulçumana, portando drogas em grande quantidade. Não pode alegar desconhecimento das leis locais. E mesmo que alegasse, nada adiantaria. Assim como no Brasil, ninguém pode alegar desconhecimento das Leis em justificativa a delitos cometidos.
Então, se tudo isso estava claro e não restam dúvidas sobre a soberania do país, por que o estado brasileiro insiste em se dizer indignado e profundamente ofendido com o cumprimento da Lei Indonésia?
Simples, somos uma nação leniente! 
A cultura brasileira é a cultura do jeitinho. Onde todas as coisas podem ser resolvidas da melhor maneira, desprezando-se o que diz a legislação. Não é incomum no Brasil que leis sejam desrespeitadas ou até mesmo descumpridas por quem deveria delas zelar. 
São Juízes que dão “carteiradas”, autoridades que pronunciam sem cerimônia a celebre frase: “Você sabe com que está falando?” De forma natural e como se fosse a coisa mais comum do mundo.
Ao esbarrar com a prisão, da qual tentou fugir durante dois meses, o brasileiro Marco Archer tinha em mente que, no fim tudo se resolveria com uma “carteirada diplomática”. Pensava que haveria uma mobilização nacional em torno do seu drama. Ledo engano.
Uma matéria de Veja, assinada pelo jornalista Renato Antunes de Oliveira, demonstra que os brasileiros eram contumazes na ponte aérea Rio-Bali e que, sem nenhum pudor o receio pela pena de morte que os esperava, “Eles confessaram ser traficantes tarimbados. E demonstraram, sim, algum arrependimento, mas só por ter embalado mal a droga que levavam em seus equipamentos esportivos, permitindo a descoberta pela polícia. Ela pegou Rodrigo com seis quilos escondidos em suas pranchas de surf, em 2004. E Marco com 15 na sua asa delta, em 2003” 
A revelação da matéria de Veja é contundente. 
O tráfico de drogas é responsável pela morte de milhares e milhares de pessoas em todo mundo. No Brasil, cresce o consumo de drogas sintéticas e de cocaína. Esta última velha conhecida das baladas frequentadas de forma assídua pelos dois brasileiros que foram pegos ao tentar desembarcar na Indonésia e, após passarem sem grandes dificuldades pelos aeroportos brasileiros. 
Assim, mesmo à revelia dos constantes protestos da Presidência de República, dos diversos grupos de defesa dos direitos humanos e de todos que simpatizam com os protagonistas desta bad trip, é impossível acusar a Indonésia de cerceamento de defesa, falta de julgamento justo ou isenção no processo jurídico que culmina na condenação dos traficantes.
São personagens que levaram drogas e destruição a dezenas, se não milhares, de pessoas. Faziam suas viagens de tráfico simplesmente por vantagens financeiras. Quando foi flagrado em 2004, Marco Archer alegou que receberia 10 mil dólares caso lograsse êxito na entrega da encomenda. 10 mil dólares!
Outro ponto interessante: Se a fiscalização e o combate ao tráfico de drogas fossem eficazes no Brasil, como se demonstraram eficazes na Indonésia, os brasileiros não teriam saído do país com 15 e 6 quilos de cocaína respectivamente. Se aqui fossem presos seriam julgados pelas frouxas leis brasileiras e, certamente, voltariam a ativa de forma rápida. O Brasil falhou!
Assim, assistimos dois tristes espetáculos: A humilhante cena montada pelo governo brasileiro que, de forma atrasada e sem sentido, tentou atuar sobre a soberania da Indonésia, inclusive com ameaças de retaliação e, a vergonha de ver que somos uma nação acostumadas a descumprir leis e, pior ainda, nos revoltamos quando os outros as cumprem.
Triste história!
Não está longe ainda a cena, não menos lamentável, da presidente da república em plena Assembleia das Nações Unidas fazendo um pronunciamento em prol de terroristas que decapitavam jornalistas. Na ocasião, a presidente pediu diálogo com os assassinos de jovens profissionais. Indignou o mundo demonstrando quão sem noção é o governo brasileiro. Não satisfeita, volta a carga, Desta vez dedica-se a defender traficantes e a desafiar a soberania de um estado constituído e de direito!
Resta perguntar: A quem devemos dirigir nossa indignação? A um país que tem leis e as cumpre ou a nosso que as despreza?

Por  Jorge Andrade

Postado do Blog Visão Cidade:
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