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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

"A SOCIEDADE NÃO PRECISA DE FILÓSOFOS E INTELECTUAIS QUE A INTERPRETEM, E SIM QUE A TRANSFORMEM"...

Coluna Jorge Barros: os intelectuais preguiçosos de Jequié


Coluna Jorge Barros: os intelectuais preguiçosos de JequiéOs filósofos e intelectuais preguiçosos de Jequié. Quantos são? São muitos. Quem são eles? Você deverá descobri-los. O que se tem de concreto é que são pessoas que se acham dotadas de conhecimentos e informações, mas que preferem (ou só sabem) lutar através de palavras e de belos discursos literários. Eles apenas sonham, apenas vislumbram. Uns não têm graduação nenhuma, outros são graduados em alguma área do conhecimento humano, outros têm o diploma de Mestre e/ou Doutor, pós-doutor. Imaginam-se agentes das transformações sociais só porque detêm títulos e falam e escrevem corretamente. A trajetória do cotidiano deles é sempre a mesma: de casa ao trabalho e do trabalho a casa. Não se engajam nas lutas e batalhas dos movimentos sociais; não marcam presença nas manifestações de ruas (passeatas, grito dos excluídos, desfile em comemoração aos 25 de outubro, movimento pela paz, movimento em defesa da justiça etc); não debatem com os grupos organizados e nem com a sociedade, as jutas reivindicações da população na área da saúde, educação, cultura, segurança, mobilidade e justiça; não assumem posturas de cidadãos comprometidos com as lutas políticas e sociais; apenas são observadores e críticos mordazes em Blogs, jornais e revistas; alguns deles rejeitam a criação da UNERC sob a alegação de que universidade não se divide, mesmo que para isso tenham que ficar subservientes à administração de Vitória da Conquista, dependendo de migalhas universitárias etc. Para os filósofos e intelectuais preguiçosos de Jequié, não importa que o Museu Histórico de Jequié permaneça fechado, que os espaços artísticos municipais fiquem sucateados, que as velas culturais sejam levadas pelos ventos do descaso e do abandono, que o PA do Campo do América fique desativado, agravando doenças e antecipando mortes, que o restaurante popular não seja mais da população carente, que a construção do prédio do curso de Medicina continue no lixo, no mato, que a cidade de Jequié não tenha aeroporto, que o Rio das Contas seja cotidianamente vítima da agressão do homem e de uma sociedade de consumo, que a Biblioteca Municipal seja destruída. Eles já têm um bom salário e não abrem mão da sua zona de conforto. E quem quiser que tome a sua carapuça. A sociedade não precisa de filósofos e intelectuais que a interpretem, e sim que a transformem (Karl Marx). 


PROFESSOR JORGE BARROS
Presidente da Comissão de Mobilização
em Defesa da Criação da UNERC.


  • Postado do Blog de Júnior Mascote:








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