O poder e autoridade são características importantes para um líder comandar a sua equipe, porém o poder por si só não vai fazer com que a equipe fique motivada e confie em seus chefes.
Aqueles líderes, que usam e abusam unicamente do poder para obter os resultados com a sua equipe, geram desconforto nos subordinados, e não conseguem reter talentos criativos que buscam crescimento profissional e autonomia no trabalho.
A autonomia nas atividades, a tomada de decisões assim como a necessidade se ter a confiança da chefia são primordiais para o desenvolvimento de um colaborador com potencial de crescimento e que pretende ocupar uma posisição estratégicas na empresa. E quando aquele que se diz líder, não passa de um autoritário e não dá liberdade nenhuma de criar ou fazer coisas novas, e faz isso apenas para demonstrar o poder que detém pelo cargo que ocupa, mata as idéias da equipe, a vontade e motivação em contribuir. Muitas vezes as contribuições apresentadas são ótimas, porém, pelo simples fato de que “Eu que mando aqui, e não vai fazer e pronto” a empresa pode perder uma grande idéia, e mais tarde, esse talento que teve a idéia, pode ser bem aproveitado no concorrente.
Há também aqueles chefes que te fazem ir trabalhar dia 31 de dezembro, sabendo que não vai ter nada para fazer, parecendo que todo mundo está cego e quer agradar uma pessoa, que nem ela sabe o motivo da empresa funcionar neste dia. Se houver a necessidade e for nítido para todos, ótimo, mas muitas vezes essas imposições são simplesmente para mostrar que, não existem opções, vocês devem ir trabalhar, porque “sou eu quem manda aqui”.
O mundo corporativo vem se transformando aos poucos, a carga excessiva de trabalho nas empresas e o vício em trabalhar ainda se mantêm, mas agora, a tendência (que já não é mais novidade pra ninguém), é envolver a equipe para trazer os melhores resultados dos recursos humanos que fazem parte da organização. E o uso exclusivo do poder não traz motivação e não representa liderança alguma. As pessoas são quem trazem os melhores resultados e fazem a empresa sobreviver a cada dia, devem ser valorizadas e motivadas cada vez mais, através da liderança participativa, da persuasão, bom relacionamento, entre outros. O poder é necessário, mas não como a única ferramenta para fazer com que o time trabalhe e entregue bons resultados. Autoridade sem autoritarismo.
Tudo bem que essa Geração Y dá um trabalhão nas empresas, não respeitam a hierarquia, querem sair por aí fazendo de tudo, mas são necessários para o futuro da empresa e precisam se sentir bem e realizados, senão fogem para o concorrente. Jamais subestime um jovem Y, pois ele pode te deixar na mão quando você menos esperar. Os Y’s não criam raízes nas empresas, diferente de como faziam as gerações anteriores, Y’s pertencem ao mundo globalizado, falam línguas, são informados, e vão para onde possam se desenvolver profissionalmente e encarar novos desafios, seja na cidade vizinha ou em Shangai, na China. Bem longe de um chefe chato que só quer sair mandando por aí e deve-se executar tudo calado, sem contestar uma vírgula.
Lembrem-se dos nomes exemplares onde a criatividade exala pelos corredores da empresa, como o Google, o Facebook, a Pixar, a Apple, entre outras. Será que os líderes dessas empresas se julgam os poderosos e agem na forma do “manda quem pode e obedece quem tem juízo”? Provavelmente não…
Você quer ser um chefe bem respeitado e querido pela equipe, ou um chefe temido, onde as pessoas trabalham desmotivadas e com medo de serem demitidas? Jovens e futuros líderes, pensem nisso e façam a escolha correta.
Por Rodrigo Oliveira


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