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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A IGREJA E A JUSTIÇA SOCIAL


Quando a Bíblia fala de justiça, geralmente ela compreende três aspectos: legal, moral e social. Legal diz respeito à nossa posição perante Deus. O homem é pecador, ou seja, é um infrator da Lei de Deus, e para ser aceito precisa ser justificado. Moral afeta o nível da consciência humana, da conduta, da forma como nos portamos perante a vida. 
Social se refere à vida em sociedade.

Em toda a Bíblia não vamos encontrar Deus tratando unicamente de um dessas aspectos de justiça. Quando Ele exige que o homem seja justo, abrange as três esferas acima citadas. Para exemplificar, tomemos o mandamento de não matar. O aspecto legal é que quem mata está sujeito a julgamento e condenação, pois descumpriu a Lei. Ainda, quem mata não fica em paz com sua consciência, pois sabe que seu ato é moralmente reprovável. Por fim, matar alguém implica em ferir a sociedade e seu equilíbrio. Em direito penal aprendemos que, quando alguém comete um crime, não é apenas contra a vítima que o comete, mas contra toda a sociedade, e por esta razão o Estado deve punir o infrator, para restabelecer o equilíbrio social rompido.


No aspecto legal, Deus providenciou a justificação do ser humano enviando Jesus Cristo para morrer por nossos pecados. Assim, embora eu seja um transgressor da Lei, Jesus me substituiu no cumprimento da penalidade que seria imposta a mim. Estou justificado perante Deus. Isto somente ocorre mediante a fé em Cristo Jesus (Romanos 5).

Quanto à justiça moral, tem a ver com retidão e integridade. Está ligada ao nosso caráter, ao nosso proceder cotidiano. Esta é uma área difícil, pois, embora o Espírito Santo nos alerte e procure nos orientar para andarmos conforme a vontade de Deus, muitas vezes insistimos em fechar nossos ouvidos e caminhar por conta própria, aumentando os efeitos prejudiciais de nosso pecado.


Justiça social é outra área em que os cristãos falham muito. A Bíblia está repleta de ordens divinas no sentido de que deve haver preocupação com a situação da sociedade, dos menos favorecidos, dos oprimidos. Os profetas do Antigo Testamento denunciavam os abusos cometidos pelos que detinham poder político e econômico. No Novo Testamento Jesus nunca foi conivente com a desigualdade social e a marginalização imposta a pessoas consideradas indignas pelos demais, e os apóstolos prosseguiram no mesmo caminho do Mestre, sendo que a Igreja Primitiva era uma bênção nas comunidades onde viviam os crentes, sempre auxiliando o próximo, dando além do que tinham para suprir as necessidades de pessoas carentes, nunca tomando partido de exploradores, mercenários, enganadores do povo.

Hoje, a Igreja no Brasil vive um considerável período de paz e tranquilidade. Não temos perseguições por causa da pregação do Evangelho de Cristo. Pelo menos não como ocorre em países africanos e asiáticos, e em outras localidades do mundo. Talvez essa tranquilidade se deva à mornidão da Igreja, afinal, ela não levanta a voz contra as injustiças que estão aí presentes no nosso dia a dia, ou seja, a Igreja não incomoda os injustos e ímpios.

Aliás, dentro das igrejas é possível ver injustiça social através do preconceito, do comodismo, da cultura do "isso não é comigo". Enquanto Jesus ia até os marginalizados e procurava inseri-los de volta à sociedade, com sua dignidade restaurada, a Igreja atual não tem cumprido esse papel, antes, acaba, muitas vezes, segregando pessoas, criando uma separação que impede que o sal produza algum efeito. O sal fica preso dentro do saleiro, e em vez de se espalhar, quer que os de fora entrem no saleiro.

Quando falo em Igreja, estou falando na comunidade de todos os que professam a fé em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Não me refiro a denominações, mas ao ajuntamento dos crentes em Cristo, e cada crente individualmente.
A Igreja tem levantado sua voz diante dos escândalos que os jornais noticiam diariamente? A Igreja tem se preocupado com pessoas que não têm o que comer, muitas vezes em sua própria cidade, e outras, em localidades mais distantes? A Igreja tem ido ao encontro do necessitado, da viúva, do órfão? O que a Igreja tem feito quando o assunto é justiça social?

Muitos podem pensar que se trata de lançar candidatos crentes. Na verdade, trata-se simplesmente de fazer o que os profetas, Jesus e os apóstolos fizeram: amar a Deus e ao próximo, socorrendo os mais fracos, erguendo a voz contra as injustiças. Não há necessidade de ocupar cargos polícitos para isso. Mas, é algo difícil, pois exige que as pessoas se movam, que saiam de suas casas, que se levantem dos bancos dos templos e vão para as ruas encontrar os marginalizados...

Pregar o Evangelho a todos e fazer o bem, eis a ordem de Jesus. Como disse Tiago, a fé sem obras é morta, não produz resultados para a vida, não faz diferença.

Oremos a Deus para que a Sua Igreja desperte e cumpra sua missão nesta terra, caso contrário, ainda carregaremos o peso do pecado de sabermos que devemos fazer o bem mas não o fazemos, contentando-nos em simplesmente ir aos templos prestar a Deus um culto incompleto, pois Ele requer de nós obediência, e não ritualismo,, formalismo, tradicionalismo, sacrifício e coisas afins.

Que Deus salve a Igreja de se tornar o sal insípido.

"Lavem-se! Limpem-se! Removam suas más obras para longe da minha vista! Parem de fazer o mal, aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva." Isaías 1:16-17

José Vicente
05.01.2010

GRIFO NOSSO: I CORÍNTIOS 6.

Postado no Blog Nas Profundezas da Simplicidade:

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