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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

FINANÇAS, UM DESAFIO NO MINISTÉRIO!


A questão financeira sempre foi um desafio para o Pastor. Seja pelo fato de sua importância como aspecto administrativo dentro do ministério ou pela questão de integridade requerida nesta área do ministério.
Entende-se por desafio aquilo que uma pessoa é incitada, desafiada, provada. A idéia é de um duelo, combate ou afronta.
Na questão específica de finanças o pastor é desafiado pela sua própria consciência a manter-se dentro de uma postura ética de integridade em sua vida pessoal e ministerial. O Pastor deve a Deus, a si mesmo, à sua família, à igreja, aos seus colegas de ministério e à sociedade um comportamento que não o exponha a situações de censura na sua reputação ministerial.
Três situações são desafiadoras neste aspecto para o Pastor:
1. O risco de fazer do ministério um negócio.
O salário ou ganho material como motivação para o ministério é pecado de avareza. Este foi o pecado de um profeta: Balaão; de um auxiliar de profeta: Geazi; e de um dos discípulos de Jesus: Judas Iscariotes. Tem sido, lamentavelmente, o motivo da queda de não poucos pastores e obreiros. O Pastor tem o desafio de viver "para o" ministério "e não do" ministério. O sustento do pastor deve ser uma conseqüência de sua vocação e não a razão de sua vocação.
2. Ter uma vida pessoal financeiramente em ordem.
A administração inadequada do seu próprio salário como gerenciador da família compromete sua reputação como Pastor e administrador da Casa de Deus. O Pastor tem o desafio de viver de acordo com as suas posses.
3. Administrar com inteligência, transparência e honestidade os recursos financeiros da Igreja.
A administração dos recursos financeiros da Igreja de modo desonesto (crime doloso ou ato ilícito praticado com intenção voluntária) ou irresponsável (crime culposo ou ato ilícito praticado por omissão ou improbidade) é pecado aos olhos de Deus, incompetência e crime aos olhos dos homens. O modo como nós pastores administramos o dinheiro da Igreja determinará o nível de confiança que teremos por parte da Igreja para outras dimensões do ministério.
É de suma importância que o Pastor mantenha os seus olhos em Deus. A quem Deus chama, Ele mesmo o sustenta! A provisão para o ministério poderá vir pelos homens, mas não vem deles. Vem de Deus! A fonte de toda provisão para o ministério é Deus. Os homens são apenas instrumentos pelos quais Ele executa a operação para o sustento ministerial dos seus vocacionados. Os Pastores são sustentados pelo dono da Organização (a Igreja) e não pela Organização. Esta foi a teologia de Cristo, dos apóstolos e de Paulo.
Um velho e experiente Pastor aconselhando aos novos pastores que estavam sendo ordenados deixou-lhes um Conselho muito útil: "Tenham cuidado com a mulher e o dinheiro que são alheios".

A Palavra de Deus é clara neste aspecto:
1. O Pastor deve ser transparente na prestação de contas dos recursos financeiros envolvidos em seu ministério - II Coríntios 8.15-22
2. O Pastor deve fugir de toda sorte de cobiça - I Timóteo 6.7-11
3. O Pastor deve planejar antes de executar - Lucas 14.28-30
4. O Pastor deve rejeitar a avareza em sua vida pessoal e ministerial - II Pedro 2.14-16
5. O Pastor deve entender que o verdadeiro lucro do ministério não é financeiro - II Timóteo 6.3-6
6. O Pastor deve abraçar o seu chamado confiando a Deus o seu sustento - Mateus 10.9,10
7. O Pastor deve preferencialmente viver de tempo integral para o ministério servindo no altar e dele recebendo seu sustento - I Coríntios 9.13
8. O Pastor deve dedicar-se com voluntariedade ao ministério não estipulando qualquer relação entre serviço espiritual e recompensa material - II Coríntios 11.7-9

Os 08 (oito) "nuncas" de um Pastor em relação à questão ética-financeira no ministério.
1. Nunca aplicar o dinheiro da Igreja em benefício pessoal e nem o dinheiro pessoal em benefício da Igreja.
2. Nunca manipular as finanças da Igreja de modo a gerar desconfiança, suspeita e acusações de improbidade administrativa.
3. Nunca utilizar o dinheiro da Igreja para tirar algum tipo de dividendos, rendimentos ou vantagens pessoais.
4. Nunca endividar a igreja por falta de planejamento na aquisição, construção ou reforma de imóveis onerando a capacidade de receita da igreja.
5. Nunca deixar de prestar contas da movimentação financeira da igreja em Assembléia, Conselho Fiscal ou a quem ela delegar a prestação de contas.
6. Nunca permitir que o fator financeiro seja o elemento determinante para aceitação ou não aceitação de um novo pastorado.
7. Nunca fazer do ministério uma profissão para auferir lucros e vantagens financeiras de modo que as pessoas o vejam como mercenário da fé e não como um homem de Deus.
8. Nunca desviar os recursos da Igreja para fins que fujam do propósito para os quais foram levantados, mesmo que para a simples compra de uma lâmpada. 

Um Pastor como qualquer outra pessoa pode passar por momentos difíceis e experimentar infortúnios. Uma situação de infelicidade. Um imprevisto. Uma situação de desventura. Investimentos e ações precipitadas. Pastor não é anjo de asinhas. Pastor é gente de carne, osso e dente. Também sente sede, fome, fadiga e dor. Ninguém está isento de situações que impliquem em dificuldades financeiras. Com o Pastor não é diferente. Ele está inserido em uma comunidade e passa pelas mesmas crises que todos os mortais experimentam.  Os reflexos financeiros sobre a vida dos membros da igreja necessariamente implicarão em sua vida pessoal. Cabe ao homem de Deus vigiar de todas as formas para não permitir que as questões financeiras passem a determinar um comportamento que venha comprometer seu desempenho ministerial, a família, sua saúde, o relacionamento com a igreja e reputação diante da sociedade. Um Pastor "queimado" nesta área causa um terrível estrago para a Igreja e para o Evangelho deixando um rastro de resistência aos pastores que ficam ministrando na cidade. Infortúnios, às vezes, sim! Desonestidade, nunca! Pontualidade nos compromissos financeiros, fidelidade nos dízimos e liberalidade nas ofertas, equilíbrio, responsabilidade e transparência financeira devem ser práticas no cotidiano na vida de um ministro a serviço de Cristo.
Que o Senhor na sua grande misericórdia nos sustente no ministério de modo que os homens nos reconheçam como ministros de Cristo.

Pr. Luís Gonzaga de Paiva Filho

Postado no blog da Igreja Batista Nacional Bereana

OUTRA MATÉRIA REFERENTE A ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA:

NÃO ALMADIÇOEIS OS VOSSOS CAMPOS E OS VOSSOS COLEGAS

INFORMATIVO MINISTERIAL DA CONVENÇÃO ESTADUAL DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NA BAHIA – ANO I N° 0006 – NOV. 2000
Pr. Wolmar Alcântara dos Santos
PRESIDENTE DA CEADEB


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