WEB RÁDIO JESUS A VIDA

sábado, 1 de outubro de 2011

ÉTICA... E O ECLESIÁSTICO?


E o Eclesiástico???
Ev. Frank Ribeiro



O mundo, a cada dia, vem esboçando uma preocupação acentuada no campo da ética. Quando eu falo em ética, não tenho em mente algo como fator de regulamentação comportamental, com tons religiosos no que seja pecado e não-pecado. Neste sentido, dia-a-dia, o mundo caminha em sentido oposto à palavra evangélica.
Esta preocupação pelo ético do qual eu falo, diz respeito à responsabilidade do indivíduo em face ao coletivo. Desde o advento do Código de Defesa do Consumidor - e o “CDC” completou dez anos – as pessoas passaram a refletir mais e, com isto, exigirem os seus direitos de cidadãos.
Esta nova postura das pessoas fez com aqueles que se propõem algum tipo de serviço se adaptassem a esta realidade. Hoje as pessoas são vistas não apenas como “indivíduo da comunidade”, mas como “cidadão do mundo”. Não se pensa mais no micro, mas no macro; não se fala em espaço, mas em ciberespaço; não se olha mais para o metropolitano, mas para o cosmopolitano.
Com tudo isto, a política do direito do cidadão, fez com que profissões que ocupam lugar de destaque, como: os médicos e os advogados, por exemplo – reescrevessem os seus Códigos de Ética, e outras profissões e atividades que jamais pensaram em ter um Código de Ética escreveram os seus. Com a explosão da internet vem junto a Política de Privacidade, que na realidade é um Código de Ética que regulamenta o uso dos e-mail’s. E mesmo assim, ainda há pessoas inescrupulosas que vendem os endereços e, de repente, se recebe correspondências que não se tem a mínima idéia de onde vêm.
O governo, preocupado com o grande índice de corrupção entre os servidores, cria o Código de Ética do Servidor Público. A corrupção no seio da política, sobretudo no Executivo Municipal, obriga o Governo a criar, o Congresso aprovar, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Por outro lado, em todo o Brasil a sociedade se organiza para exigir das autoridades o cumprimento da lei. Grita-se pela moralidade pública e administrativa.
Senhores, será que podemos perguntar: E O ECLESIÁSTICO? Será que não há necessidade de exigir que haja moralidade na administração eclesiástica? Compromisso com a verdade, com a transparência nas contas da igreja, relatórios financeiros realistas? Despesas pastorais que realmente aconteceram? Viagem que são de fato a serviço da igreja e do reino de deus?  É ético pôr notas de churrascaria como se fosse evangelização? Despesa pastoral é uma coisa e despesa pessoal é outra totalmente diferente. A única coisa em comum entre pastoral e pessoal, no uso do dinheiro da igreja, é a rima, daí pra frente, amado, é uma questão de ética.
Querendo ou não esta postura reflexiva está viva dentro da igreja. O povo não quer mais ouvir aquela história: “aqui o pastor sou eu e pronto”. O povo quer sim um pastor, mas, antes de tudo, quer um amigo sincero, espiritual e não ditador. Quem não se enquadrar neste perfil é susceptível de sofrer repulsa da igreja.
Amados, se Jesus não voltar logo, e espero que isso aconteça o mais breve possível, pois se Cristo não voltar logo, chegará o tempo que teremos pastores enfrentando os tribunais, respondendo a processos movidos pelas próprias igrejas, por improbidade administrativa.
É bom repensarmos o que somos. Não somos donos, mas mordomos. Administradores da casa de Deus. Fomos chamados para sermos fiéis (2Cor.4:2). O ministro tem que ser e transparecer a sua mordomia, senão Código de Ética nele! Que Deus nos ajude!   

INFORMATIVO MINISTERIAL DA CONVENÇÃO ESTADUAL DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NA BAHIA – ANO I N° 0006 – NOV. 2000





   

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