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quarta-feira, 15 de junho de 2011

CRACK E OXI - PRECISAMOS COMBATER!!!

 Este artigo foi postado originalmente nos sites:www.portalcampoformoso.com.br ehttp://cebrapp.blogspot.com/ .  Posteriormente foi copiado para dezenas de outros sites.  Para ler a matéria em seu local original acompanhe um dos links abaixo:           http://www.portalcampoformoso.com.br/index.php?pg=mostrar_noticia&id=1259 ou http://cebrapp.blogspot.com/
 

Crack – O crack completa a sua maioridade no Brasil.  Tendo chegado ao nosso país em meados dos anos 90, na cidade de São Paulo, o crack completa 21 anos em solo brasileiro.  Esta droga que é feita do cozimento dos restos da cocaína, misturado com bicarbonato de sódio é atrativo porque é potente, barato e famoso pela fissura que causa nos viciados.  O nome origina-se do barulho que faz ao ser fumado, provocando pequenos estalinhos. O crack é uma pedra, fumada em cachimbos improvisados; sua cor é amarelada e o seu cheiro muito forte. Na capital paulista foi estabelecida a primeira cracolandia do país, exclusividade estendida à todas outras capitais brasileiras (dados do Cebrid – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas psicotrópicas), nesta irreversível epidemia social, que contemplava somente pobres e hoje rompeu todas as barreiras e categorizações sociais, chegando a celebridades, famosos e profissionais renomados, como recentemente foi divulgado pela mídia, o advogado do goleiro Bruno do Flamengo, foi flagrado consumindo crack.
Os primeiros a perceberem os efeitos devastadores do CRACK foram os traficantes do Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, que na década de 1990 proibiram a comercialização da droga, porque matava os seus usuários de cocaína, droga mais cara e que dava mais lucro.  O crack, pelo preço mais barato, manuseio menos especializado e dependência mais rápida, ameaçava o reinado da cocaína e o lucro dos traficantes.  Porém o que mais ameaçava os traficantes era que os sacizeiros (nome dado aos viciados de crack, que é fumado numa espécie de cachimbo, lembrando assim o Saci Pererê do folclore brasileiro) necessitando de várias pedras por dia, vacilavam muito cometendo vários delitos próximos às bocas e com isto chamando a atenção da polícia, ameaçando grandes negociações de outras drogas.   Os traficantes no Rio de janeiro perceberam que não podiam concorrer com o crack e na década seguinte já estavam incorporando a pedra ao cardápio de drogas comercializadas na cidade maravilhosa.  Em 1995 o crack chegou com força. “É um tsunami e a principal preocupação atual nas comunidades. Favelas como Manguinhos e Jacarezinho têm cracolândias deprimentes”, diz Sílvia Ramos, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes. 
Enquanto o crime organizado já tinha resolvido o seu “probleminha” com a novidade, as autoridades começaram a reunir informações, cruzar dados, estabelecer estratégias de enfrentamento, aguardar decisões que perpassavam por gabinetes políticos, formular projetos de politicas públicas. Enquanto isso a “pedra” avançava em direção aos municípios de pequeno e médio porte, alcançando trabalhadores rurais das plantações de cana-de-açúcar, mandioca, soja , etc... alcançando também jovens e crianças nas portas das escolas, homens e mulheres no seu ócio trabalhista.   A gravidade do crescimento da comercialização do crack foi um dos principais pontos de discussão do encontro de colegiado dos coordenadores de saúde mental ligados ao Ministério da Saúde, ocorrido em novembro último. De Dourados, em Mato Grosso do Sul, veio o relato de que o crack estava sendo consumido entre comunidades indígenas que vivem perto de centros urbanos.  O crime organizado é mais jovem e sempre mais rápido que o Eestado organizado, mesmo este último sendo mais antigo.  Imagine então a velocidade de resolução de problemas e conflitos do Estado brasileiro que é cronicamente desorganizado.  A maioria dos policiais Militares e Civis do Brasil conheceu o Crack nas ruas, nas mãos de usuários, alguns destes são crianças.  Quando digo Estado, não me refiro a nenhuma unidade da federação especificamente, me refiro a todas.  Qual a unidade federativa conseguiu impedir o avanço do CRACK sobre suas fronteiras? Qual unidade da federação treinou policiais, juízes, promotores, delegados, agente de saúde pública, e demais profissionais envolvidos em enfrentamento às drogas e recuperação de Dependentes Químicos? Qual a unidade da federação que fez a PREVENÇÃO de forma eficaz e eficiente?   Resposta: NENHUMA.    Então o crack chegou chegando, arrasou, bombou e ficou. Estabeleceu-se com força,  enraizou-se nas entranhas da sociedade “protegida” pelo Estado.  No Brasil o Ministério da Saúde ainda não concluiu o primeiro estudo voltado especificamente para o crack (pelo menos existe um estudo... grande consolo !!! ).  Estima-se que  número de viciados ultrapassa a cifra de UM MILHÃO E TREZENTOS MIL USUÁRIOS.  Nas estradas baianas, em 2010, havia out doors informando à população que 80 % dos crimes eram atribuídos direta e indiretamente ao Crack.  Não sei se eram uma confissão de culpa ou um certificado de incompetência do Estado brasileiro, mas atestavam e informavam que o crime organizado foi mais eficiente que as autoridades em cumprir os seus objetivos. E ainda é.  Por isso os presídios estão mais cheios, advogados de traficantes cada vez mais ricos, pelo menos dez cracolandias em cada capital brasileira e a devastação em todos os municípios.
No Brasil há dois tipos de instituição para internamento para que os dependentes químicos sejam tratados: As Clínicas Particulares, muito bem estruturadas, com profissionais renomados e capacitados, justamente por isso são muito caras e inviáveis para a grande maioria dos brasileiros, mas acessíveis para Fábio Assunção, Felipe Dilon, Vera Fischer e outros famosos; e os Centros Religiosos, que vivem de doações, parcerias públicas e privadas, com excesso de internos e carência de profissionais qualificados. Os centros de tratamentos psiquiátricos da rede pública sofreram um duro golpe em 2001, com a aprovação da Lei nº 10216 (que trata da política de saúde mental), a internação deixou de ser encarada como pilar do tratamento de distúrbios psiquiátricos.  A ideia é internar apenas pacientes com quadro agudo, que precisam de cuidados especiais e atenção constante por determinado período. E, superada essa fase, transferi-los para uma rede ambulatorial externa.  Faz todo o sentido. No entanto, em decorrência dessa nova política, fecharam-se 16 000 leitos psiquiátricos – mais de 30% do total. E o sistema ambulatorial ainda não engrenou. O número de unidades destinadas a dependentes de álcool e drogas é ínfimo – apenas 200, de um total de quase 1 400. Com escassas possibilidades de internação ou tratamento ambulatorial, os pacientes ficaram entregues à própria sorte. "A simples eliminação de leitos de internação deixou um rombo na rede de atendimento", diz o psiquiatra Mauro Aranha, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
OXI ou OXIDATO – É o filho caçula da cocaína.  É um subproduto da cocaína, feito da mistura da pasta da cocaína com cal (ou permanganato de potássio), querosene (gasolina ou diesel), e até solução de bateria de carro.  Pode haver variações de substâncias, mas ideia principal deste tipo de droga é baratear o preço e aumentar a acessibilidade, por isso as substancias adicionadas são de baixo custo e de fácil acesso a qualquer pessoa, o que dificulta o trabalho policial.  Como suspeitar de quem compra gasolina, querosene ou cal ?  O OXI é um crack de pior qualidade, um refugo da cocaína, reaproveitado e processados com insumos básicos diferentes.  A diferença dela para o crack está na elaboração do produto, em vez de adicionar bicarbonato e amoníaco ao cloridrato da cocaína os traficantes adicionam querosene e cal virgem. "As pesquisas mostram que os usuários vão a óbito em menos de um ano. Isso ocorreu com 30% dos usuários”, destaca o inspetor da Polícia Rodoviária Federal Francisco Sobrinho. Por ser um estimulante derivado da cocaína, no primeiro momento é estimulante, depois o usuário fica depressivo.
O Oxi chegou ao Brasil em 2003, através do estado do Acre que faz fronteira com a Bolívia, um dos maiores produtores de cocaína do mundo.  Enquanto o preço médio do crack no mercado brasileiro é de R$ 5,00 por pedra (no tamanho de uma azeitona) proporcionando 20 minutos de efeito no organismo, o Oxi custa em média R$ 2,50 por pedra e só proporciona 5 minutos de ação sobre o corpo.  Ou seja, o usuário pode comprar duas pedras de Oxi com o mesmo valor que compra uma de crack.  O Oxi é duas vezes mais lucrativo que o Crack, e 30% mais mortal que o Crack ainda no primeiro ano de uso.  A pedra de Oxi é branca, ao passo que a pedra de Crack é amarelada escura.  Digo isto para que o leitor entenda porque o usuário de Oxi já é chamado de “fantasma, fantasminha, gasparzinho” enquanto o usuário de Crack é conhecido como “sacizeiro ou zumbi”.  Percebam que na linguagem do vício, todos são apresentados como seres andarilhos que vagueiam errantes e sem destino.  São sempre invisíveis à luz da justiça social e competência governamental.  Assim como o crack e o Oxi são considerados escória da cocaína, os Gasparzinhos e os Zumbis são considerados e tratados como escória da política pública governamental. Para se conseguir mais droga e calar a “fissura”, é bastante comum ver os usuários praticando pequenos roubos e se prostituindo o que os torna mais vulneráveis à AIDS e demais doenças sexualmente transmissíveis, sem haver a mínima atenção do poder público, e o conhecimento sobre sexo seguro ser muito pouco entre essa população.
Há relatos de consumo de Oxi triturado, em cigarros, misturado à maconha ou ao tabaco, e em pó. Seja de que maneira ele seja consumido o consumo é sempre acompanhado de bebida-cachaça, cerveja, ou coisa pior. “Muitos viciados usam a droga junto com álcool, não o álcool de beber, mas o álcool de tampinha azul, como eles chamam, que eles misturam com suco de groselha”. “O “álcool da tampinha azul” nada mais é que álcool etílico, desinfetante usado na limpeza de casas”. O Crack assim como o Oxi é sempre fumado; o crack deixa cinzas, o Oxi deixa um óleo como resíduo.
SINTOMAS - O crack é uma droga especialmente perigosa, O Oxi não é diferente. Provocam acelerada degradação física e mental e causa dependência rapidamente. Com o uso regular, vem a paranoia, a sensação de estar sob constante ameaça. os usuários do Oxi acabam ficando nervosos, emagrecem rápido, ficam com a cor da pele amarelada, têm problemas no fígado, dores estomacais, dores de cabeça, náuseas, vômitos, e sofrem de diarréia constante. A intoxicação com este tipo de substância causa convulsões e arritmia cardíaca, podendo chegar ao infarto agudo do miocárdio

A reação a esse quadro é violenta. O crack brutaliza, o Oxi também. Põe em risco quem se vicia e, frequentemente, as pessoas que estão à sua volta. Por isso, as famílias que enfrentam esse drama sofrem agudamente com a precariedade da rede pública de atendimento, onde é difícil conseguir vaga para internação e são raras as unidades ambulatoriais preparadas para lidar com viciados nessa droga.  Não há registros oficiais de curas de usuários do Crack ou do Oxi sem internamento, há relatos religiosos.
É a opinião deste autor que o governo está equivocado na sua lista de prioridades em relação às drogas. A questão prioritária a ser tratada é o TRÁFICO e suas várias ramificações, e como questão secundária está o TRATAMENTO do dependente químico.  Porém caminhamos, enquanto nação com discussões no sentido oposto.  Alguns estadistas discutem a descriminalização da maconha como o ex-presidente da Republica Fernando Henrique Cardoso, outros do governo Lula e Dilma se preocupam em reduzir as penas dos aviõezinhos e das mulas (pequenos traficantes).  Quando na verdade precisamos defender as fronteiras do território nacional com toda força e poder contra os narcotraficantes da Colômbia e Bolívia que atuam nas nossas fronteiras.  As forças armadas já possuem poder de polícia e estão autorizadas, mediante sanção de uma lei, a prender traficantes de armas e drogas.  Uma vez que tenhamos as fronteiras fechadas aos narcotraficantes, a polícia federal e a polícia militar, devidamente estruturadas, darão conta do crime organizado aqui dentro do país. Quando algum produto da indústria brasileira (geladeira, fogão, ar condicionado, etc...) sofre alguma restrição na Argentina, o governo brasileiro faz retaliações àquele país e filas de caminhões se formam na fronteira Brasil/Argentina, e assim ficam por semanas.  Por que não podemos fechar as fronteiras com Bolívia e Colombia até que eles resolvam os seus problemas de produção de cocaína ?  O Brasil é, para os traficantes Colombianos e Bolivianos, o principal corredor de transporte da cocaína para abastecer EUA e Europa.
REPRESSÃO severa seguida de competente PREVENÇÃO estabelecerá terreno fértil para a definitiva RECUPERAÇÃO de dependentes e extinção do tráfico de drogas neste país.  As principais redes de televisão do país, Rede Globo, Record, Bandeirantes e SBT realizaram reportagens especiais em 2011 nos seus programas de maior audiência, denunciando o tráfico de drogas, a maioridade do Crack e o nascimento do Oxi.  A revista VEJA, ISTO É e ÉPOCA também.  E todas apresentaram especialistas que indicam ao governo as possíveis medidas a serem tomadas para o enfrentamento e solução deste problema.  Estas sugestões não são diferentes destas que são apresentadas por este autor, aqui e nas palestras que tem realizado nos últimos 25 anos em todo território nacional.
O tráfico veio com força e com a força institucional deve ser combatido.  O uso da força é o instrumento legal e legítimo que o Estado possui, segundo ensina a doutrina jurídica, principalmente na área do Direito Constitucional e do estudo da Teoria Geral do Estado.  Usemos esta força com força para proteger os nossos jovens que já não completam maioridade, pois são ceifados pelo tráfico, de forma direta (usuários) ou indireta (vítimas de usuários).

Carlos Jordam M. Costa
Palestrante
www.cebrapp.com.br
cebrapp@hotmail.com

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